Jurídico
05/05/2014 13:12 - Impostos sobre bens de consumo podem subir, diz Mantega
O governo pode elevar os impostos sobre bens de consumo para compensar a alta de despesas como o reajuste nos benefícios do Bolsa Família, disse neste domingo (4) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista ao jornal "O Globo", afirmando que a meta de superávit primário é um compromisso "irreversível".
A presidente Dilma Rousseff anunciou na semana passada a correção da tabela do Imposto de Renda, com impacto fiscal estimado em R$ 5,3 bilhões, e aumento de 10% nos benefícios do Bolsa Família.
Mas Mantega afirmou que o gasto com a elevação do benefício não é expressiva e será compensada com aumento da arrecadação ou redução de despesas.
"Temos uma previsão de aumento de alguns tributos", disse o ministro ao jornal, acrescentando que "nada impede que, se for necessário, façamos algum corte adicional para que o fiscal seja cumprido na íntegra".
Entre os impostos que podem subir estão uma alteração no PIS/Confins sobre importação, com o objetivo de equalizar o tributo do bem importado ao do bem produzido no Brasil, disse o ministro. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) também pode subir em junho, acrescentou, mas ainda não há decisão.
Na semana passada, a Receita Federal elevou para 2,25% ante 1,3% a estimativa de aumento dos preços de bebidas frias, categoria que inclui cervejas, refrigerantes, energéticos, isotônicos e refrescos.
"Mas, na verdade, estamos trabalhando mais com contenção de gastos e estamos contando com a recuperação da arrecadação por conta da melhoria do crescimento econômico", afirmou Mantega.
O ministro afirmou que o governo está olhando para as dificuldades do setor automotivo, mas não vê a necessidade de demissões no segmento.
A intenção do governo é facilitar o crédito para exportação e incentivar um aumento do crédito no mercado doméstico. Segundo Mantega, o governo também está trabalhando num fundo garantidor para melhorar a segurança dos bancos de modo que eles se sintam mais à vontade para liberar o crédito.
Fonte: Folha de São Paulo (04.05.2014)
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