Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Carnes / Peixes
Bebidas
Notícias ABRAS
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
Estaduais
 

Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Jurídico

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Jurídico

28/11/2012 18:38 - Governo pode flexibilizar unificação de ICMS

O governo continua trabalhando para levar adiante sua proposta de unificação da alíquota interestadual do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no intuito de acabar com a guerra fiscal entre os Estados. E os senadores da base aliada deixaram a reunião com ministros Guido Mantega (Fazenda) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) com a percepção de que a proposta começa a ser flexibilizada para tentar viabilizar sua aprovação em 2013.


Segundo os líderes de bancada no Senado, sete Estados poderão ter sua situação avaliada com mais cuidado por serem os mais prejudicados com a unificação da alíquota do ICMS. São eles Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Amazonas, Bahia, Santa Catarina, Goiás e Espírito Santo.
Mas, conforme apurou o Valor, o Ministério da Fazenda afirma que não há compromisso com regras diferenciadas para todos esses Estados. Mantega sinalizou, apenas, que vai pensar em solução diferente para Mato Grosso do Sul, em função do gás proveniente da Bolívia que passa pelo Estado, e Amazonas, por conta da Zona Franca de Manaus.


Nos cinco Estados restantes, o entendimento é de que a perda de receita por conta da unificação do ICMS em 4% ao longo de oito anos será compensada pelos fundos de compensação e desenvolvimento regional. Atualmente, as alíquotas são de 12% e 7%.
Outra ideia que parece ter sido sepultada após a reunião é a de que tal mudança poderia ser aprovada ainda em 2012. Como disse o senador Gim Argello (PTB -DF), "aprovar esse ano é impossível. Ninguém aqui vai fazer compromisso para não ser cumprido. Vamos apresentar o projeto de resolução para tramitar esse ano e aprovar até o meio do ano que vem", disse.
O Valor apurou que essa também é a expectativa da ministra Ideli Salvatti, que esteve presente ao encontro. Ela defende a formalização de uma proposta ainda neste ano para que seja debatida e aprovada no início de 2013. Em evento em São Paulo, na semana passada, Mantega já tinha falado em aprovação em março ou abril de 2013.
Ainda de acordo com o senador Argello, as especificidades desses sete Estados devem ser discutidas. "Temos de estudar cada caso, analisar cada um deles. Não saímos daqui com um acordo montado. Não podemos simplesmente unificar", disse o senador após sair da reunião.
Outra novidade trazida por Argello, escolhido para ser o porta-voz dos senadores, é que o acesso ao fundo de compensação poderá ser feito em base mensal, e não mais com base trimestral, como apresentado anteriormente.
O capital dos dois fundos, também de acordo com o senador, seria de R$ 167 bilhões, sendo composto por recursos da União e empréstimos. O valor original apresentado pelo governo previa R$ 172 bilhões em recursos.
Segundo Argello, o trabalho dos senadores agora é levar a proposta para as suas bancadas e discutir o tema. O senador reiterou que Mantega irá à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) na próxima terça feira para explicar a proposta "como um todo". A audiência já está confirmada.
"Deveria ser uma reforma tributária completa, total. Mas já que estamos fazendo ela fatiada, temos de fazer da melhor forma possível, não podemos deixar que os Estados percam mais renda, temos de analisar caso a caso", disse Argello.


Para o líder do PT, Walter Pinheiro (BA), o governo precisa colocar o "dedo na ferida" e discutir não só a questão do ICMS, assim como a troca do indexador da dívida.
Também estiveram no encontro os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Renan Calheiros (PMDB-AL), Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP) e Delcídio do Amaral (PT-MS).


A proposta foi apresentada por Mantega aos governadores no começo de novembro. Mas há uma clara divisão. Alguns Estados concordam com a alíquota única, desde que as compensações sejam garantidas e imediatas, enquanto os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste insistem em um modelo de redução da alíquota, mas com duas faixas diferentes, de 7% e 2%.



Por Edna Simão, Eduardo Campos e Thiago Resende | De Brasília


Fonte: Valor Econômico (28.11.12)

 

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

21/07/2026 15:33 - Devedor revel não pode alegar prescrição anterior à sentença, decide TJ-SP
21/07/2026 15:32 - Cartilha explica resolução do CNJ sobre extinção de processos de dívidas de baixo valor com bancos
21/07/2026 15:31 - Indenização decorrente da impossibilidade de adjudicação compulsória é imprescritível
21/07/2026 15:30 - TSE abre prazo para solicitação de voto em trânsito
21/07/2026 15:26 - Consulta Cidadão: TRT-RS amplia ferramenta que explica andamentos processuais em linguagem simples
20/07/2026 14:06 - Critérios para benefícios tributários devem seguir a legislação estadual
20/07/2026 14:05 - CNPJ ativo não basta para provar que empresa continua em operação
20/07/2026 14:05 - Gestante que abandona emprego não tem direito a receber indenização
20/07/2026 14:05 - Prescrição intercorrente no Carf permite anulação de multa aduaneira
20/07/2026 14:04 - Juíza multa autor de ação que citou jurisprudência falsa, gerada por IA
20/07/2026 14:04 - Página de Repetitivos inclui teses sobre créditos de PIS/Pasep e Cofins e sobre ICMS em operações interestaduais
20/07/2026 14:03 - Adicional da Cofins-Importação deve ser recolhido mesmo quando a alíquota da contribuição é zero
20/07/2026 14:03 - Entidades sindicais têm prazo para atualizar dados cadastrais no CNES
20/07/2026 14:02 - CNJ estabelece medidas para tribunais acelerarem execuções fiscais de processos antigos
17/07/2026 11:48 - Motivo de força maior isenta empresa de multa por não cumprir cota para PcD

Veja mais >>>