Jurídico
26/06/2012 14:56 - Cai resistência do consumidor ao cadastro positivo
A resistência do consumidor para incluir seu nome no cadastro positivo, central de dados que permitirá aos bancos e instituições avaliar a capacidade de pagamento dos clientes, diminui no país.
Mas a falta de informação, o receio de perder a privacidade e o medo de ser discriminado caso atrase o pagamento de uma conta ainda são os principais motivos para que parte dos brasileiros rejeite o cadastro positivo.
Aprovado pelo governo, o cadastro depende de regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) para entrar em vigor.
Pesquisa com 1.300 pessoas de 663 municípios, feita entre abril e maio deste ano pela Boa Vista Serviços, empresa que administra o SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), mostra que aumentou para 57% o percentual de pessoas com conta em banco que pretendem autorizar o nome no cadastro. Em 2011, 50% tinham a intenção.
"Quando o consumidor toma conhecimento de que, ao aderir ao cadastro, pode acompanhar quem usa suas informações financeiras, para que finalidade e que seu histórico de consumo será avaliado na hora de obter crédito, a resistência diminui", diz Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços.
Entre a população de baixa renda e os que ainda não têm conta em banco, o maior receio é autorizar a inclusão e depois ser discriminado caso atrase o pagamento de uma conta qualquer.
A questão da privacidade também preocupa esses consumidores. "As classes A e B estão mais bancarizadas e, portanto, habituadas com a necessidade de divulgar informações para obter crédito", afirma o executivo.
Em sua opinião, o consumidor que aderir ao cadastro está seguro. "A privacidade e a segurança das informações são de responsabilidade das empresas que fazem a gestão do banco de dados. Elas serão fiscalizadas."
Tatiana Viola de Queiroz, advogada da ProTeste, diz que a instituição sempre foi contrária ao cadastro e continua temerosa, principalmente pela exposição do consumidor. "A regulamentação é fundamental para dar limites a essa exposição e também estabelecer punições."
Para o presidente da Boa Vista, uma das empresas que vão administrar o cadastro, ele terá impacto positivo.
"Ao entender melhor o comportamento do consumidor, o cadastro permite oferecer crédito com mais precisão. Permite que se empreste com taxas menores para mais pessoas. Isso fortalece o mercado interno."
CLAUDIA ROLLI
CAROLINA MATOS
DE SÃO PAULO
Fonte: AASP - Associação dos Advogados de São Paulo - Clipping Eletrônico (25.06.12)
Veja mais >>>
08/04/2026 12:56 - PAT chega aos 50 anos com novas medidas de gestão e eficiência08/04/2026 12:55 - MTE lança Canpat 2026 com foco na prevenção de riscos psicossociais no trabalho
08/04/2026 12:54 - Novo conceito de praça para calcular IPI retroage em favor do contribuinte
08/04/2026 12:52 - TRT-2 mantém justa causa de segurança flagrado em show após apresentar atestado médico
08/04/2026 12:52 - Mantida justa causa de empregada que faltava ao trabalho para atuar em outra empresa
08/04/2026 12:51 - Informativo destaca intimação do devedor na convolação do cumprimento de sentença provisório em definitivo
08/04/2026 12:49 - TRT 1ª Região – Expediente suspenso no TRT-RJ nos dias 20/4 e 5/6
07/04/2026 13:43 - Justiça reconhece regularidade no fracionamento das férias em até três períodos com base em mudança após reforma trabalhista
07/04/2026 13:43 - STF invalida lei mineira que exigia informações adicionais em rótulos de produtos para animais
07/04/2026 13:42 - Depósito para pagar dívida incontroversa afasta mora, decide TJ-SP
07/04/2026 13:41 - Página de Repetitivos traz dispensa de ofício a órgãos públicos para validade de citação por edital
07/04/2026 13:40 - Jurisprudência em Teses traz novos entendimentos sobre o instituto da reclamação
07/04/2026 13:40 - Receita Federal disponibiliza nova versão do PGD DCTF
07/04/2026 13:37 - Ouvidoria: Fala.BR passa a usar IA para agilizar atendimento
07/04/2026 13:36 - TRT 3ª Região – PJe estará indisponível no próximo final de semana
