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12/09/2008 11:18 - Apex exalta virtudes terapêuticas para exportar mais erva-mate

O Brasil pode triplicar as vendas de erva-mate ao exterior em dois anos. É o que projeta a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que está criando um projeto para a promoção comercial do produto no mundo, em colaboração com as empresas do setor dos estados do Sul, onde se concentram os ervais. Um dos primeiros passos para da iniciativa foi a criação, há duas semanas, da Associação Brasileira da Indústria de Exportadores de Erva-Mate (Abimate).

 

Segundo a Apex, o Brasil exportou ano passado o equivalente a US$ 36,1 milhões e o potencial seria muito maior em virtude das propriedades fitoterápicas da ilex paraguariensis já comprovadas por estudos científicos que dão à erva-mate atributos como tônico, com propriedades antienvelhecimento, contra o mal de parkinson e eficiente na eliminação de radicais livres, limpeza do sangue e fortalecimento do sistema imunológico. Os benefícios são semelhantes ao do chá verde chinês, produto largamente consumido no mundo.

 

Mas, em vez de tentar difundir o hábito do chimarrão para os outros continentes, a idéia da Apex e das empresas é vender a erva-mate em produtos de maior valor agregado, como os já existentes – chá mate, chá de erva-mate, bebidas energéticas e cerveja, entre outros. "O futuro é vender a erva-mate como um alimento funcional. É a grande sacada. É o que o mundo quer", avalia o presidente do Sindicato das Indústrias do Mate do Rio Grande do Sul, Sérgio Dall’Acqua.

 

Conforme a Apex, com os seus US$ 36,1 milhões ano passado o Brasil é o maior exportador mundial da erva-mate, produto que movimenta cerca de US$ 73 milhões em vendas internacionais. O principal destino das vendas brasileiras é o Uruguai, pelo fato de ter uma população consumidora e insignificante produção. O país vizinho comprou US$ 30,9 milhões do Brasil ano passado, o correspondente a 85% do total. A idéia das indústrias brasileiras, porém, é atingir EUA, Europa, Oriente Médio e Ásia. A Argentina, por exemplo, tem vendas consideráveis para a Síria, mercado que o Brasil não atinge. De acordo com o gestor de Projetos de Agronegócio da Apex, Alberto Bicca, o consumo na Síria ocorre em formato de chimarrão devido ao intercâmbio com as populações de origem árabe que vivem nas fronteiras do Brasil, Uruguai e Argentina. Bicca conta ainda que existem casos de consumo de erva-mate em formato solúvel nos EUA, vendidas em máquinas, como se fosse café.

 

Bicca diz que o trabalho da Apex será de promover a erva-mate em feiras, eventos no exteriore contatos com formadores de opinião. Também não está definida a verba para o projeto. De qualquer forma, Bicca entende que as empresas terão de se adaptar em relação à realidade atual, em que o grosso das vendas é de produto para chimarrão. "Terá de haver adequação de embalagem e de produto", exemplifica.

 

"A Apex acendeu uma fogueira para a gente e cabe a nós, as empresas, colocar lenha nesse fogo", diz Dall’Acqua. O empresário entende que uma das missões da entidade que está sendo criada será apoiar pesquisas em universidades para desenvolver produtos que podem ter penetração nos principais mercados. Ele lembra, por exemplo, que países como França e Alemanha produzem energéticos, medicamentos e cosméticos a partir do princípio ativo da erva-mate.

 

Outra tarefa da entidade, entende Dall’Acqua, será realizar levantamentos para conhecer melhor os números da produção de erva-mate no Brasil. Ele lembra que, com isso, será possível planejar um possível aumento de área cultivada para que, com a maior exportação, não falte produto no mercado interno. Também é preciso ter segurança da futura demanda para que os produtores não acabem prejudicados pelo excesso de oferta, uma vez que os custos para implantar ervais são altos e a planta só começa a produzir depois de sete anos.

 

Conforme número da Apex, os gaúchos são os maiores consumidores brasileiros de erva-mate, com 65% do total. Em seguida aparecem Paraná (17%), Santa Catarina (12%) e Mato Grosso do Sul (3%). Na Produção, o Paraná lidera com 36%, à frente de Santa Catarina (32%), Rio Grande do Sul (29%) e Mato Grosso do Sul (3%).

 

Veículo: Gazeta Mercantil 

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