Geral
10/03/2009 11:18 - Merck leva Schering-Plough por US$ 41 bi
Em dezembro, Richard Clark, o presidente da Merck, marcou um encontro com Fred Hassan, seu colega na Schering-Plough. No mundo farmacêutico, o encontro poderia assinalar uma era de mudança significativa. Os escritórios dos dois homens ficam a poucos quilômetros de distância em Nova Jersey, centro de gravidade do segmento nos EUA, e suas empresas têm semelhanças e uma história de cooperação. Para a Merck, porém, a proposta foi radical. Apesar da tradição de décadas de "virar-se sozinha", com a maioria da pesquisa feita por cientistas internos, Clark sugeriu uma fusão. A iniciativa produziu o acordo de US$ 41 bilhões de ontem.
A transação, que veio na esteira da aquisição, por US$ 68 bilhões, da Wyeth pela Pfizer em janeiro, e da continuada compra hostil de US$ 46 bilhões das mãos dos acionistas minoritários da Genentech pela Roche, poderá deflagrar uma consolidação adicional no setor. Para a Merck, existe uma lógica clara. A exemplo de outros grandes conglomerados, ela enfrenta vencimentos de patentes e está se debatendo para encontrar substitutos. Com a retração econômica afetando o retorno de caixa e o valor das ações, o momento é atraente para se fechar um negócio.
A junção de linhas de projetos melhora as probabilidades de levar remédios em processo de desenvolvimento para o mercado e, ao mesmo tempo, diversificando-se para produtos menos lucrativos, mas menos inseguros, como medicamentos isentos de prescrição. A combinação permite à Merck reduzir custos, com economia de gastos planejada de US$ 3,5 bilhões a partir de 2011.
A empresa já cooperou com a Schering-Plough, especialmente no desenvolvimento do Victoryn, um medicamento para redução do colesterol. "Sempre nos impressionamos com a liderança de Fred e nossas duas culturas são muito semelhantes", disse Clark. A questão essencial, que explicou as extensas negociações antes do anúncio do acordo, foi o preço. A companhia estava sendo cortejada por outra congênere de Nova Jersey, a Johnson & Johnson, que alguns analistas argumentam que seria uma combinação mais perfeita.
A Schering-Plough tem uma área de processos de desenvolvimento de medicamentos em gestação mais robusta do que a maioria das demais companhias, e está sujeita a menos pressão de expiração de patentes. Hassan diz, porém: "Estamos alinhados com o plano estratégico e tendo êxito com bom crescimento, mas as mudanças no ambiente macro mudaram tudo. Existem obstáculos crescentes à aprovação de novos produtos, e há um número crescente de experimentos em larga escala. É preciso ter mais capacidade de resistência, e tamanho ajuda".
O contorno final do acordo ainda não está claro. A Schering-Plough tecnicamente adquire a Merck, apesar de esta última ser o parceiro dominante. Um objetivo primordial foi impedir o acionamento de uma cláusula de "alteração na titularidade", que teria obrigado a Schering-Plough a transferir seu desenvolvimento compartilhado do Remicade à sua sócia Johnson & Johnson. Esta cláusula ainda poderá ser contestada.
Peter Kim, chefe da divisão de pesquisa e desenvolvimento da Merck, diz que, apesar de haver uma forte adequação entre os medicamentos que as duas companhias estão desenvolvendo, existem algumas duplicidades ou sobreposições que poderiam induzir os órgãos reguladores a exigir venda de ativos.
A Merck poderia combinar ou se desfazer de duas divisões de saúde animal, por exemplo. Em qualquer caso, sua direção enfrentará transtornos consideráveis à medida que se empenha em combinar as empresas - num processo que não dispõe de muita experiência na qual possa se apoiar.
Uma questão mais ampla é saber até que ponto o acordo - ou as forças que o impulsionaram - conduzirão a ainda mais consolidação no setor. "Essas coisas sempre aparecem trincas", disse ontem um grande investidor institucional. "As avaliações não estão elevadas e é um bom momento para agir".
Veículo: Valor Econômico
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