Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Carnes / Peixes
Bebidas
Notícias ABRAS
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
Estaduais
 



Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Geral

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Geral

04/03/2009 10:57 - Pão de Açúcar tem R$ 1,6 bi em caixa para superar tempos de crise

É com a mesma estratégia conservadora adotada no ano passado que o Grupo Pão de Açúcar pretende passar ao largo da crise financeira e garantir o crescimento em 2009. Neste primeiro trimestre, os investimentos de R$ 1,2 bilhão previstos para a abertura de até 100 lojas, bem como os planos de criar uma subsidiária para atuar no mercado imobiliário, ou mesmo, a possibilidade de aproveitar a crise para crescer com aquisições, estão congelados. O que não significa que a empresa esteja com o "pé no breque", garante Cláudio Galeazzi, diretor-presidente da companhia. "Estamos aguardando o final do trimestre para averiguar a equação crise econômica/resultados da empresa. Dependendo de como for, vamos colocar o pé no acelerador", diz o executivo.

 

Segundo Galeazzi, recursos não faltam. O modelo de recuperação implementado nos últimos dois anos, finalmente, mostrou resultados concretos. Com uma redução agressiva no valor dos investimentos, renegociação da dívidas de curto prazo, redução de seis dias no número de estoque, entre outros, a empresa encerrou o ano de 2008 com recursos em caixa de pouco mais de R$ 1,6 bilhão, valor digno de dar inveja às empresas menos precavidas .No início de 2008, o caixa da companhia contava com cerca de R$ 500 milhões.

 

A estratégia foi traçada em abril de 2008, antecipando um possível cenário de dificuldades na área imobiliária. "Renegociamos o perfil da dívida de forma a só termos vencimentos significativos em junho de 2010. Também reduzimos os investimentos e tomamos uma medida, até considerada draconiana, de analisar todos os processos comerciais e reduzir os estoques. Com isso conseguimos uma posição de caixa confortável", diz Galeazzi.

 

Essas ações, aliadas às políticas que já vinham sendo implementadas, como o orçamento base zero e readequação de preços e de sortimento de produtos, fizeram com que a empresa conseguisse bater todas as metas prometidas para o ano de 2008.


 

As vendas brutas da empresa ultrapassaram a meta de R$ 20 bilhões, chegando a R$ 20,9 bilhões, valor 18,2% superior ao de 2007. As vendas em lojas abertas há pela menos um ano também apresentou crescimento. No ano, a alta foi de 2,6% em valores reais (deflacionados pelo IPCA). Já o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), foi 32,5% maior, em R$ 1,34 bilhão. O lucro líquido fechou o ano com alta de 41,6%, em R$ 298 milhões.

 

De acordo com Enéas Pestana, vice-presidente administrativo financeiro da companhia, a recompensa pela estratégia adotada em 2008 já foi entregue pelo mercado financeiro. Na contramão de outras empresas de varejo, as ações do Grupo Pão de Açúcar têm mantido um bom preço de mercado. "Não é que subimos muito, só não caímos. Outras empresas do varejo tiveram uma desvalorização forte, enquanto nossos papéis mantêm-se na faixa de R$ 30", explica Pestana. No acumulado de doze meses, encerrado em fevereiro, os papéis da empresa tiveram queda de 20%. Ontem, as ações do grupo fecharam em R$ 29,20, com alta de 1,88%.

 

Na avaliação de Galeazzi, esse "prestígio" deve-se ao negócio do grupo: "Temos uma ação defensiva, porque devido ao tipo do negócio, que é 70% baseado na venda de alimentos, somos os últimos a sentir a crise e os primeiros a sair dela." A empresa vem realizando um programa teste de recompra de ações, com duração de três meses, "para sentir o mercado", diz Pestana. A previsão é que esse programa possa ser estendido por mais tempo.

 

Mas a reação do mercado vai depender do que a rede pretende fazer para crescer neste ano. Galeazzi já adianta a possibilidade de que os investimentos previstos (R$ 1,2 bilhão) sejam realizados é pequena, pois pode faltar tempo e não oportunidades. Aliás, por enquanto, os executivos afirmam que a empresa não tem do que reclamar das vendas. "Só não vendemos em janeiro os produtos que a indústria não entregou, como celulares", diz Pestana. No entanto, Galeazzi não parece tão otimista quanto as vendas para o ano: "Na pior das hipóteses manteremos as vendas, se possível vamos crescer. Mas estamos preparados para um 2009 difícil."

 

Veículo: Gazeta Mercantil

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

25/10/2024 15:51 - Presente em 98,8% dos lares, macarrão é categoria potencial para varejo alimentar
21/08/2024 17:56 - Consumidores brasileiros focam em alimentação saudável
28/06/2024 10:21 - Como será o consumidor de amanhã?
27/06/2024 09:15 - Show de Paul McCartney em Floripa tem apoio do Angeloni Supermercados
25/06/2024 08:58 - Supermercados “étnicos” ganham força no varejo americano
24/06/2024 11:22 - Grupo Pereira reforça inclusão no mês dos Refugiados e Imigrantes
24/06/2024 11:22 - Roldão beneficia 200 crianças com Arraiá Solidário
24/06/2024 11:10 - Mais uma inauguração: Rede Bom Lugar chega a São Miguel Arcanjo (SP)
24/06/2024 11:07 - Sam’s Club e Atacadão chegam juntos em João Pessoa (PB)
21/06/2024 09:04 - Sadia celebra os seus 80 anos em grande estilo
20/06/2024 09:07 - Supermercados Pague Menos participa de ações de empregos
19/06/2024 09:15 - Supermercadistas criam vídeos virais e atraem clientes
18/06/2024 08:54 - Grupo Savegnago abre 500 vagas de emprego para pessoas com mais de 50 anos de idade
18/06/2024 08:53 - Natural da Terra anuncia Paulo Drago como novo CEO
18/06/2024 08:50 - Coop anuncia novos executivos em sua diretoria

Veja mais >>>