Geral
05/02/2009 12:08 - Fabricantes japonesas sofrem com a crise
Assim como para as indústrias automobilísticas, a crise internacional, que se agravou a partir de setembro do ano passado, tem sido a grande vilã para as fabricantes de eletroeletrônicos japonesas. Depois da Sony e da Hitachi anunciarem cortes de funcionários, fechamento de fábricas e prejuízos bilionários, ontem chegou a vez da Panasonic, maior empresa de eletroeletrônicos do mundo, e da Casio revelarem más notícias aos investidores.
A Panasonic prevê prejuízo de US$ 4,3 bilhões e queda de 15% nas vendas neste ano fiscal, que se encerra no próximo dia 31 de março. Já a Casio revisou para baixo as previsões para o ano fiscal. Segundo a empresa, o lucro líquido deve ser 89% menor que o previsto inicialmente, totalizando 1,5 bilhões de ienes (U$ 16,7 milhões).
Além de prejuízos, a Panasonic, que possui 653 unidades de produção no mundo, anunciou ontem que deve fechar também 27 fábricas - 13 delas no Japão - até o final de março. As dispensas de funcionários devem alcançar 15 mil no total até março de 2010 - o que representa cerca de 5% dos 305 mil funcionários -, superando os 8 mil que a Sony havia anunciado no mês passado. Segundo a empresa, ainda não foram definidos onde serão realizados os cortes, mas a maior parte será no Japão.
No Brasil, a companhia divulgou nota em que declara que "não há informações sobre possíveis reflexos da decisão da empresa no Brasil". No entanto, de acordo com informações da BBC Brasil, é possível que os trabalhadores das fábricas brasileiras sejam afetados. A Panasonic possui 2 mil funcionários e duas unidades de produção no País, uma em Manaus e outra em São José dos Campos (SP).
A companhia, comandada pelo presidente Fumio Ohtsubo, também reduziu o pretendido dividendo a ser pago aos acionistas em 33%, para 30 ienes por ação. "As condições do mercado pioraram muito, particularmente desde outubro", disse a empresa, em comunicado. Segundo a companhia, "a rápida apreciação do iene, a queda no consumo mundial e a maior competição dos preços no mundo" foram determinantes para os maus resultados registrados.
E os problemas da Panasonic ultrapassam a queda nas vendas. A empresa também declarou ontem que está atrasada na implementação de sua pretendida aquisição da Sanyo Electric, o que a transformaria também na maior fabricante mundial de baterias recarregáveis. As duas empresas estão na fase de assegurar aprovação para o negócio junto aos órgãos antitruste de 11 países, disse Makoto Uenoyama, diretor da Panasonic.
Os prognósticos para os próximos anos para as fabricantes são sombrios. Segundo estimativas do Credit Suisse Group e do Daiwa Institute of Research, a demanda por televisores e câmeras não vai se recuperar antes do ano fiscal que se inicia em abril de 2010.
Casio
Em comunicado, a Casio afirmou que o colapso do sistema financeiro nos Estados Unidos "não deve afetar seriamente apenas a economia real, mas também é esperado um forte declínio na demanda e no crescimento da economia global".
As vendas de abril a dezembro do ano passado foram de 386,9 bilhões de ienes (US$ 4,3 bilhões), ante 449,4 bilhões de ienes do mesmo período de 2007.
A Casio é fabricante de relógios, calculadoras, câmeras digitais, projetores entre outros produtos eletroeletrônicos.
Sony e Hitachi
No mês passado, a Sony divulgou que o prejuízo neste ano fiscal será de 260 bilhões de ienes (US$ 2,9 bilhões). Segundo a companhia, que previa lucro de 200 bilhões de ienes no início do ano, o enfraquecimento da demanda, a apreciação do iene e as despesas de reorganização foram responsáveis pela diminuição da previsão de lucro. Mundialmente, a Sony anunciou um plano para cortar 8 mil empregados até 2010, restringir investimentos e economizar US$ 1,1 bilhão por ano. No Brasil, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, a empresa fechou 2008 com 50 funcionários a menos e produção cerca de 30% menor.
Na última terça-feira, a Hitachi anunciou uma perda líquida de 371 bilhões de ienes (US$ 4,1 bilhões) entre outubro e dezembro de 2007. O prejuízo programado para o ano fiscal é de 700 bilhões de ienes (US$ 7,82 bilhões), o maior da história da empresa. Os cortes na Hitachi devem ser de 7 mil funcionários. Em comunicado, a empresa afirmou que economias que normalmente apresentavam forte crescimento, como a dos países emergentes, foram afetadas pela crise internacional e não cresceram o esperado, assim como os países desenvolvidos.
Veículo: Gazeta Mercantil
Veja mais >>>
25/10/2024 15:51 - Presente em 98,8% dos lares, macarrão é categoria potencial para varejo alimentar21/08/2024 17:56 - Consumidores brasileiros focam em alimentação saudável
28/06/2024 10:21 - Como será o consumidor de amanhã?
27/06/2024 09:15 - Show de Paul McCartney em Floripa tem apoio do Angeloni Supermercados
25/06/2024 08:58 - Supermercados “étnicos” ganham força no varejo americano
24/06/2024 11:22 - Grupo Pereira reforça inclusão no mês dos Refugiados e Imigrantes
24/06/2024 11:22 - Roldão beneficia 200 crianças com Arraiá Solidário
24/06/2024 11:10 - Mais uma inauguração: Rede Bom Lugar chega a São Miguel Arcanjo (SP)
24/06/2024 11:07 - Sam’s Club e Atacadão chegam juntos em João Pessoa (PB)
21/06/2024 09:04 - Sadia celebra os seus 80 anos em grande estilo
20/06/2024 09:07 - Supermercados Pague Menos participa de ações de empregos
19/06/2024 09:15 - Supermercadistas criam vídeos virais e atraem clientes
18/06/2024 08:54 - Grupo Savegnago abre 500 vagas de emprego para pessoas com mais de 50 anos de idade
18/06/2024 08:53 - Natural da Terra anuncia Paulo Drago como novo CEO
18/06/2024 08:50 - Coop anuncia novos executivos em sua diretoria

