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16/01/2009 11:59 - Argentina tem menor safra de trigo em 20 anos

Os problemas provocados pela estiagem prolongada e pelas altas temperaturas levaram a safra de trigo na Argentina ao menor patamar dos últimos 20 anos e provocar a subida de preços no Brasil. A Bolsa de Cereais da Argentina confirmou ontem a projeção de 9,3 milhões de toneladas após o término da colheita no país, que seria a menor produção desde 1989. Em parte, a queda na colheita já era esperada por analistas por causa dos obstáculos que o governo local impôs aos produtores locais, dificultando a autorização de licenças para exportação e impondo taxas para os embarques em 2008. No entanto, analistas previam inicialmente um recuo de pouco mais de 20% em relação à safra anterior, para um total de 13 milhões de toneladas.

 

O impasse com as autorizações prejudicou o fornecimento do trigo em grão aos moinhos brasileiros, que tiveram que contar com a ajuda do governo federal na liberação da tarifa de importação para buscar pouco mais de 1,5 milhão de toneladas da matéria-prima no Hemisfério Norte e conter a escalada dos preços no mercado interno. A Argentina foi o quinto maior exportador mundial de trigo no ano-safra 2007/08, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda). No último relatório, o departamento previa uma colheita de 9,5 milhões de toneladas para o país vizinho. Ainda segundo o boletim, o saldo exportável deverá cair 59% em relação à safra 2007/08, para 4,3 milhões de toneladas. Sergio Urribarri, governador da província de Entre Ríos, declarou ontem estado de emergência depois que a seca arruinou 50% das colheitas.

 

Analistas acreditam que os preços podem subir no mercado interno, mas não com a mesma intensidade vista no ano passado. O preço da tonelada no mercado interno tem sido negociado nos últimos meses abaixo do preço mínimo de R$ 480,00 a tonelada, estipulado pelo Ministério da Agricultura. Benedito Oliveira, da Agrural, acredita que os preços podem subir novamente no mercado internacional, mas afirma que os produtores argentinos não deverão vender agora. "Como a produção de grãos cairá muito por lá não existe a preocupação em desovar a mercadoria o mais rápido possível", observa.

 

Oliveira explica que os preços negociados nas Bolsas Internacionais ainda não reagiram por causa do crescimento na produção mundial. "Além disso, o estoque de passagem na Argentina deve ter ficado em 1,5 milhão de toneladas. Descontando o consumo interno, sobram 5 milhões de toneladas que provavelmente serão consumidos pelo Brasil porque os outros importadores vão comprar dos grandes produtores tradicionais como Ucrânia e Estados Unidos".

 

O crescimento da safra de trigo brasileira também é apontado por especialistas como um fator que ameniza a situação. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a colheita nacional fique em pouco mais de 5,2 milhões de toneladas, crescimento de 36% em relação à safra anterior. Os maiores produtores no País são os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

 

Grãos sofrem com estiagem

 

As safras de milho e soja em partes do Brasil e da Argentina sofreram danos "irreversíveis" devido à seca, disse a empresa de previsões meteorológicas Somar Meteorologia. Segundo o boletim da empresa, a seca afetou a safra de milho no Sul do Brasil e Norte da Argentina em regiões produtoras do Brasil, disse hoje Paulo Etchichury, diretor da Somar Meteorologia, sediada em São Paulo, em entrevista por telefone. A seca aconteceu em uma época decisiva para o crescimento do milho e de algumas variedades de feijão, disse ele.

 

"O milho foi muito afetado e a perda é irreversível", disse Etchichury. "Algumas variedades de soja têm um ciclo similar e não vão se recuperar." As chuvas previstas para a região chegarão tarde demais para reverter o dano para a safra de milho e parte da de soja, disse ele.

 

O Brasil e a Argentina são os maiores exportadores de milho e soja, depois dos EUA. Especialistas em previsão reduziram as suas projeções de produção para os dois países devido à seca.

 

No Brasil, onde o solo é menos fértil e retém menos umidade que o da Argentina, as safras são mais sensíveis à seca, depois que a alta acentuada nos preços dos fertilizantes e o aperto no crédito levaram os produtores a reduzir o uso desses suplementos, disse Etchichury.

 

O Brasil e a Argentina podem perder, juntos, até 10 milhões de toneladas de milho por causa da seca, disse Eduardo Tang, diretor de comércio da Terra Futuros, a maior corretora de commodities do país, com sede em São Paulo.

 

Veículo: Gazeta Mercantil

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