Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Carnes / Peixes
Bebidas
Notícias ABRAS
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
Estaduais
 

Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Geral

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Geral

20/08/2008 11:19 - Logística da reciclagem atrai mais empresas

Sem esperar pela aprovação de uma lei que instituirá a Política Nacional de Resíduos Sólidos que, se aprovada como está, responsabilizará os geradores de resíduos pelo "reaproveitamento na forma de novos insumos, seja em seu ciclo ou outros ciclos produtivos", já entrou em expansão um novo ramo de negócios que promete proporcionar às empresas soluções seguras nesse campo.
 


Fundada em 2002 pelo auditor ambiental Marcelo Oliveira, em São José dos Campos (SP), a GM&C Logística é uma delas. Segundo seu diretor, conta com uma área de 2 mil metros quadrados para a recepção de materiais e com 10 mil pontos de coleta em todo o país. Entre seus 15 clientes, estão as operadoras de telefonia móvel Claro, Oi, TIM e Vivo, além das fabricantes Sony Ericsson e Siemens.
 


Por meio da internet, esses clientes podem usar uma ferramenta que a empresa desenvolveu para rastrear o caminho dos eletroeletrônicos descartados pelos consumidores, que começa com a coleta e termina na destinação final escolhida pelos clientes. Segundo Oliveira, alguns preferem a trituração, feita pela Umicore, empresa de origem belga que elimina o produto após a retirada de alguns elementos reaproveitáveis, evitando o encaminhamento para o mercado paralelo. Outros optam pela descaracterização, feita pela Belmont Trading, que envolve a desmontagem e separação. No caso das pilhas e baterias, todas são encaminhadas à Suzaquim.
 

 
Em 2007, diz Oliveira, 30 toneladas de resíduos foram reciclados por meio da GM&C. Para 2008, a estimativa é movimentar cinco vezes mais. Desse total, pelo menos 50 toneladas serão de aparelhos celulares.
 

 
Não é a única do setor. Instalada em Paulínia (SP), a Oxil também promete serviços da área, que incluem igualmente a coleta e descaracterização ou destruição, e o gerenciamento dos resíduos em conformidade com as normas legais. A empresa declara que processa 2 mil toneladas de produtos por ano, por meio da manufatura reversa.
 

 
Interamerican, em São Bernardo do Campo (SP); TGC, em Guarulhos (SP); Lorene, Sir Company e Sanlien, na capital paulista, são outras empresas especializadas na destinação de eletrônicos, que estão listadas pelo Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), organização formada por grandes empresas para lidar com o tema. Uma diversidade que torna ainda mais difícil saber quantos aparelhos ou baterias de celulares são reciclados por ano.
 

 
A projeção de vendas de aparelhos celulares no país é de 48,8 milhões neste ano, contra a instalação de apenas 18 milhões de novas linhas móveis. Basta esse número para adivinhar o potencial dos cuidados com o pós-consumo de eletrônicos. No entanto, nenhuma empresa ou associação do setor arrisca um percentual que corresponda à atual taxa de destinação e reciclagem desse lixo eletrônico.
 

 
Em julho, uma pesquisa da Nokia, líder mundial na produção de celulares, buscou informações num universo de 6,5 mil respondentes em 13 países. Descobriu que só 3% entregam os aparelhos antigos para reciclagem. No Brasil, esse índice cai para 2%. No mundo, segundo o estudo, 44% dos consumidores abandonam antigos aparelhos em casa, 25% os doam para amigos ou familiares e 16% os vendem. Dos brasileiros consultados, 78% declararam não considerar a reciclagem, e 32% avisaram que ainda conservam os aparelhos em desuso.
 


Desconhecimento foi a principal causa alegada para o não encaminhamento para reciclagem. Mesmo que a informação raramente seja dada por quem vende, as principais operadoras e fabricantes de aparelhos informam sobre como realizar esse encaminhamento em seus sites. Em geral, é preciso levar até uma revenda da marca e não há remuneração pela devolução.
 

 
Baterias de celulares mais modernos contêm lítio que, como as pilhas alcalinas, escapam da reciclagem obrigatória prevista na Resolução Conama 257/99, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que normatiza o descarte de pilhas usadas. É o contrário dos 30% de pilhas vendidas no mercado paralelo, em geral produzidos na China, com até dez vezes mais cádmio e mercúrio que o permitido pela lei brasileira, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Essas não poderiam ser encaminhadas para aterros urbanos.
 

 
Presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB), estruturado em 2007 e lançado em março de 2008, o professor Paulo Roberto Leite ensina que o campo da logística reversa vai muito além do pós-consumo. Entre outros, compreende a movimentação do pós-venda de qualquer linha de produtos, que abrange devoluções de defeituosos, ou desistência de compra, que no e-commerce é de 10%. Também incorpora a assistência técnica, o transporte e a destinação de mercadorias que ultrapassaram o período de validade nas lojas.
 

 
Hoje, diz ele, com a perspectiva de lidarem com a devolução dos produtos no pós-consumo, ou responsabilização pelos resíduos que geram, muitas companhias investem no rededesenho. HP, Toshiba e Dell são exemplos de corporações que repensam o uso de soldas, que dificultam desmontagem, e querem diminuir a variedade de plásticos que compõem os artigos eletrônicos. Mesmo citando estatísticas internacionais, que calculam em 10% o reaproveitamento dos resíduos eletrônicos no mundo, Leite avisa que os números da logística reversa não são expressivos.
 

 
Outro exemplo de indústria da área de informática que prepara o pós-consumo de seus produtos é a Lexmark, empresa criada em 1991, a partir da IBM. Por meio da manufatura reversa, realizada em parceria com a Oxil no Brasil, a indústria informa que alcança o reaproveitamento de 97% dos metais, plásticos e outros materiais presentes nos suprimentos. Além disso, investe em melhorias tecnológicas nos produtos que gerem ganhos de eficiência, redução nos custos e no consumo de recursos naturais. É o caso do uso do papel. Segundo a Lexmark, do total do lançamento de carbono na atmosfera derivado da impressão doméstica ou empresarial, o consumo de papel corresponde a 80%. Racionalizar este uso, de acordo com a empresa, significa cortar emissões.
 

 
Para Leite, está no caminho certo a nova versão do projeto de lei que instituirá um marco legal para os resíduos sólidos, encaminhada pelo deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP) com um capítulo sobre logística reversa. Traz regras genéricas, permitindo tratar de especificidades durante a regulamentação.
 

 
Veículo: Valor Econômico

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

25/10/2024 15:51 - Presente em 98,8% dos lares, macarrão é categoria potencial para varejo alimentar
21/08/2024 17:56 - Consumidores brasileiros focam em alimentação saudável
28/06/2024 10:21 - Como será o consumidor de amanhã?
27/06/2024 09:15 - Show de Paul McCartney em Floripa tem apoio do Angeloni Supermercados
25/06/2024 08:58 - Supermercados “étnicos” ganham força no varejo americano
24/06/2024 11:22 - Grupo Pereira reforça inclusão no mês dos Refugiados e Imigrantes
24/06/2024 11:22 - Roldão beneficia 200 crianças com Arraiá Solidário
24/06/2024 11:10 - Mais uma inauguração: Rede Bom Lugar chega a São Miguel Arcanjo (SP)
24/06/2024 11:07 - Sam’s Club e Atacadão chegam juntos em João Pessoa (PB)
21/06/2024 09:04 - Sadia celebra os seus 80 anos em grande estilo
20/06/2024 09:07 - Supermercados Pague Menos participa de ações de empregos
19/06/2024 09:15 - Supermercadistas criam vídeos virais e atraem clientes
18/06/2024 08:54 - Grupo Savegnago abre 500 vagas de emprego para pessoas com mais de 50 anos de idade
18/06/2024 08:53 - Natural da Terra anuncia Paulo Drago como novo CEO
18/06/2024 08:50 - Coop anuncia novos executivos em sua diretoria

Veja mais >>>