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03/12/2008 12:32 - Empresas investirão menos em treinamento

As escolas de negócios ganharam força nos últimos anos e se tornaram parte importante na estratégia das instituições de ensino superior com programas padronizados de especialização (pós-graduação e MBA), personalizados (a escola reserva uma sala de aula e adequa o conteúdo de um curso para um determinado setor ou equipe de uma empresa ) e in company (cursos desenvolvidos e levados para atender os funcionários dentro da própria companhia), além de cursos de educação executiva de curta duração. A parceria entre as escolas e o mundo corporativo deu tão certo que em algumas, como na Fundação Dom Cabral, cerca de 90% da receita total sai do bolso dos empregadores, e não dos empregados.

 

Um estudo realizado pela Demanda, empresa de pesquisa e desenvolvimento de marketing, com 300 empregadores (sócios e diretores que possuem curso universitário completo, responsáveis ou influenciadores da seleção de executivos) revelou que cerca de 40% das empresas possuem programas para patrocinar o ensino superior e/ou os cursos de especialização como pós-graduação de seus funcionários. As empresas pesquisadas têm mais de 50 empregados, são de São Paulo e arcam em média com 26,5% do custo total dos cursos. 

 

De acordo com o presidente da Demanda, Silvio Pires de Paula, na maioria das organizações a forma como é definida a verba a ser destinada para o pagamento de estudos dos empregados varia em cada caso, sem seguir nenhum critério específico. "Pouco mais de 30% somente decide por mérito, em um comitê interno, ou já tem parte da receita reservado para atender a esse objetivo." E mesmo em tempos de crise, quando muitas organizações já sinalizam a redução do orçamento de 2009 no que diz respeito a treinamento e desenvolvimento das equipes, a maioria das escolas de especialização não parece estar muito preocupada. 

 

"Nos dois últimos anos, os resultados foram maravilhosos na área, com muita demanda de programas caros e complexos. Temos consciência de que isso não se repetirá agora, mas, mesmo assim, ainda teremos um saldo positivo", afirma o diretor de educação executiva do Ibmec São Paulo, Luca Borroni. 

 

Embora reconheça que este é um período de incertezas, Borroni demonstra confiança por acreditar que as empresas evitarão cortar programas estratégicos. "Desenvolvemos cursos para atender demandas específicas e importantes dentro das companhias. É um tipo de investimento que precisa continuar sendo feito", ressalta. Para ele, mesmo que a procura por programas mais "pesados" como MBA caia, os cursos de curta duração, de capacitações mais específicas, ganharão força. 

 

O coordenador do GV In Company e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Eaesp), Manoel Reis, também acha que haverá redução, mas que os investimentos continuarão sendo feitos. Para ele, as empresas têm dado mais importância para a formação de seu pessoal por perceberem o retorno disso. "A qualificação dos quadros é essencial para uma organização poder competir e se diferenciar atualmente, pois melhora tanto o desempenho quanto para a motivação da equipe. Além disso, oferecer um treinamento reconhecido e sério é também uma forma de reter os talentos e essa é uma das maiores preocupações atualmente em qualquer organização." 

 

Acreditando nas empresas que buscam oportunidades na crise, a coordenadora de projetos da Fundação Dom Cabral, Silene Magalhães, acha que os cursos de educação executiva continuarão sendo procurados em 2009, pois é importante que as empresas invistam para saírem fortalecidas no futuro. "A crise pode ser um fator de antecipação da necessidade de um projeto de desenvolvimento organizacional. A lógica é fazer mais com menos, e menos significa gente capacitada", ressalta. 

 

Assim como na Fundação Dom Cabral, a Mercatus, braço de negócios do grupo Cruzeiro do Sul, também tem cerca de 90% de sua receita proveniente de empresas e projetos in company. Na opinião de seu diretor, Alessandro Saade, embora muitos programas tenham sido acertados para o ano que vem antes de a crise estourar, dificilmente os resultados conseguidos serão tão expressivos. "Algumas empresas reduzem os cursos dos executivos de perfil mais sênior, por serem mais caros, enquanto outras cortam na base, preservando os mais estratégicos. Tudo vai depender da atuação de cada empresa mas, de qualquer maneira, já sentimos uma forte desaceleração dos projetos em negociação", afirma. Tanto é que de 2007 para 2008, a Mercatus constatou um crescimento de 27% e esperava repetir a porcentagem no ano que vem. "Agora será uma incógnita. Temos até dados apontando para um declínio de 10% a 35%, mas acho prudente esperarmos um pouco mais para qualquer análise mais concreta", pondera Saade. 

 

Focada em executivos mais experientes, a Coppead, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também registrou crescimento nos últimos anos - entre 8% e 10%. O vice-reitor de educação executiva da instituição, Antônio de Castro Ferreira, afirma que, embora cerca de 70% do faturamento venha das empresas, a demanda para 2009 será no mínimo igual à deste ano. "Trabalhamos com executivos de nível bastante alto, com dez anos de experiência em média. Dificilmente as empresas deixam de investir em profissionais com este perfil", afirma. 

 

Na Trevisan, o coordenador de pós e MBA, Olavo Henrique Furtado, acredita que haverá uma retração por parte das empresas, mas mais por precaução do que de fato pelos efeitos da crise. "Em qualquer momento de turbulência, uma das primeiras vítimas é sempre o treinamento", garante. Na escola, porém, quase todos os alunos bancam seus próprios estudos e, para Furtado, a procura pelos cursos deverá continuar. "Em momentos assim, o profissional quer se sentir mais seguro e confiante. Mesmo que a empresa não pague, ele buscará qualificação por conta própria." 

 

Na opinião do diretor nacional de programas executivos do Ibmec Rio de Janeiro, Eric Cohen, as empresas continuarão patrocinando os executivos, mas de forma mais inteligente e cautelosa. "É preciso saber o que será mais importante no ano que vem para a corporação em termos de gestão de competência e focar no fundamental. Os recursos serão limitados e, portanto, destinados às áreas críticas", ressalta. 

 

O Ibmec Rio de Janeiro tem cerca de 30% das matrículas pagas por empregadores e, por enquanto, ainda não sentiu queda na procura dos programas. "Com este cenário de incertezas, se conseguirmos os mesmos números de 2008 para o ano que vem já será uma boa coisa", afirma Cohen

 

Veículo: Valor Econômico

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