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01/12/2008 15:35 - Algodão safrinha é opção de baixo custo

A tentativa de reduzir custos, especialmente com insumos agrícolas, levou 20 produtores de algodão do Centro-Oeste brasileiro a apostar suas fichas no inédito sistema de cultivo adensado com ciclo mais curto em 2009. A expectativa do setor é que pelo menos 8 mil hectares sejam cobertos nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul logo após a colheita da soja nesses locais, normalmente feita entre janeiro e fevereiro. As sementes e as técnicas utilizadas no novo sistema reduzem de 6 meses para 4 meses o tempo de cultivo. Com a menor utilização dos insumos, a estimativa é uma economia de 40%, recuando de R$ 4,5 mil para R$ 2,5 mil por hectare.

 

A nova técnica conta com ressalvas por causa do maior período de estiagem no inverno. No entanto, especialistas acreditam que o menor espaço entre as plantas reduz a exposição da terra ao sol e reduz a necessidade hídrica do algodoeiros. No sistema convencional são utilizadas em média 90 mil plantas por hectare, enquanto no adensado até 250 mil mudas são cultivadas no mesmo espaço. No Paraguai, a técnica já é utilizada a três anos e cresce anualmente. No país vizinho, a expectativa é que 8 mil hectares sejam plantados, o dobro do ano passado. Anderson Pereira, gerente da MDM, produtora de sementes no Paraguai e Brasil, conta que a alternativa também pode ser rentável aos produtores daqui. Ele ressalta que todo o manejo precisa ser observado para obter resultados positivos e lembra que a experiência positiva no Paraguai favorecerá a implantação da técnica no País. "Desde a semente à colheita são usados métodos específicos para alcançar boa produtividade", observa.

 

Segundo Pereira, a média de colheita por hectare varia entre 3,8 e 4 mil quilos por hectare. Jonas Guerra, consultor de agronegócio do Mato Grosso, revela que o sistema já é utilizado na Austrália, Estados Unidos e agora está ganhando espaço na América do Sul. "O alto custo empregado no sistema convencional minimiza o risco do cultivo no inverno". Para ele, o grande desafio é manter um bom nível de adubação para não prejudicar a safra seguinte.

 

O produtor Volnei Mazutti, que atua na região de Campos de Júlio (MT) e um dos participantes do projeto, destaca a economia com o uso contínuo da terra e das máquinas como um dos atrativos. "Além disso tem a economia com fertilizantes e no momento da colheita". Ele acrescenta ainda que o menor espaçamento reduz em até 50% o custo com a colheita. Mazutti afirma que vai destinar cerca de 600 hectares de sua propriedade para o cultivo de algodão no inverno, cerca de 6% de sua propriedade. "Estou convicto que isso vai revolucionar o cultivo no Mato Grosso. Em três anos, acredito que pelo menos 20% da área do estado será cultivada dessa forma", prevê.

 

"Em Goiás vamos participar com quase mil hectares", revela Luiz Renato Zapparoli, produtor de algodão em Chapadão do Céu e presidente da Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa). Conta ainda que é a primeira vez que esse cultivo será adotado em escala comercial. "Já tivemos alguns experimentos, mas nada coordenado como desta vez". O objetivo é utilizar as informações com esse ensaio comercial para calcular a viabilidade do sistema nos próximos anos. Disse ainda que realmente existe um certo risco no plantio de inverno, porém acredita que em uma situação de clima normal o índice de sucesso será alto.

 

Além disso, Zapparoli acredita que a redução no ciclo do cultivo pode voltar a viabilizar o plantio em regiões baixas, que sofrem com o clima mais seco. Ele acredita que um dos entraves que ainda precisam ser analisados é a rentabilidade por hectare, que pode baratear ou encarecer o custo com sementes. "No sistema normal a semente custa 3% da lavoura. Se a produtividade diminuir esse custo pode subir para 6% e até 12%. Por isso, ainda precisamos conversar com as sementeiras".

 

Veículo: Gazeta Mercantil

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