Geral
27/11/2008 08:55 - Medidas de apoio aos produtores de leite e de café
Prejudicados por um excesso de oferta no mercado doméstico, os produtores de leite ganharam ontem do governo garantias adicionais de renda na atual safra. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a criação de uma linha especial de crédito (LEC) de R$ 100 milhões para elevar os preços recebidos pelos produtores e auxiliar na estocagem do produto pelas agroindústrias e cooperativas do setor.
A LEC permite ao governo garantir preços acima do mínimo aos produtores. O Ministério da Agricultura prepara uma portaria para garantir até R$ 0,55 por litro, cotação bem acima do mínimo de R$ 0,47 atualmente em vigor. Os recursos virão dos depósitos compulsórios a juros de 6,75% ao ano até um limite de R$ 15 milhões por empresa.
Os produtores de café também foram atendidos pelo menos em parte de suas reivindicações com a criação de uma nova linha de R$ 100 milhões para a aquisição de Cédula de Produto Rural (CPR) com recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). A lei autorizava conceder até R$ 300 milhões, mas o CMN optou por um parcelamento temporal no crédito. O limite individual será de R$ 400 mil com prazo de quatro anos e juros fixados em 7,5% ao ano.
O CMN também permitiu a ampliação da linha de Financiamento para Aquisição de Café (FAC) por indústrias até R$ 130 milhões. Os limites foram elevados de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões por empresa. O governo tem até R$ 1,2 bilhão para financiar a estocagem do café, mas preferiu liberar agora apenas uma parte desses recursos. Também foi permitida a troca do penhor de café pelo produto industrializado ou por títulos de venda com prazo de pagamento de até seis meses.
Os produtores da região sul de Minas Gerais também foram beneficiados com a criação de uma linha de crédito especial de R$ 90 milhões para recuperação de 30 mil hectares de cafezais atingidos por chuvas de granizo em setembro e outubro. O dinheiro também sairá do Funcafé a juros de 7,5% ao ano. Esses cafeicultores que tiveram pelo menos 10% de suas áreas prejudicadas pelo evento climático terão prazo de até seis anos para quitar os empréstimos.
O CMN regulamentou, ainda, o chamado penhor florestal. O conselho estendeu os prazos de três para até 12 anos, período considerado mínimo para cobrir a duração das operações de crédito destinadas à exploração econômica da atividade.(MZ)
Veículo: Valor Econômico
Veja mais >>>
25/10/2024 15:51 - Presente em 98,8% dos lares, macarrão é categoria potencial para varejo alimentar21/08/2024 17:56 - Consumidores brasileiros focam em alimentação saudável
28/06/2024 10:21 - Como será o consumidor de amanhã?
27/06/2024 09:15 - Show de Paul McCartney em Floripa tem apoio do Angeloni Supermercados
25/06/2024 08:58 - Supermercados “étnicos” ganham força no varejo americano
24/06/2024 11:22 - Grupo Pereira reforça inclusão no mês dos Refugiados e Imigrantes
24/06/2024 11:22 - Roldão beneficia 200 crianças com Arraiá Solidário
24/06/2024 11:10 - Mais uma inauguração: Rede Bom Lugar chega a São Miguel Arcanjo (SP)
24/06/2024 11:07 - Sam’s Club e Atacadão chegam juntos em João Pessoa (PB)
21/06/2024 09:04 - Sadia celebra os seus 80 anos em grande estilo
20/06/2024 09:07 - Supermercados Pague Menos participa de ações de empregos
19/06/2024 09:15 - Supermercadistas criam vídeos virais e atraem clientes
18/06/2024 08:54 - Grupo Savegnago abre 500 vagas de emprego para pessoas com mais de 50 anos de idade
18/06/2024 08:53 - Natural da Terra anuncia Paulo Drago como novo CEO
18/06/2024 08:50 - Coop anuncia novos executivos em sua diretoria

