Geral
24/11/2008 11:08 - Pão de Açúcar tipo exportação
A rede decide exportar sua marca própria para a América do Sul numa hora em que as economias latinas encolhem. E o plano não é vender barato
FREDERICO BRAUN, presidente da rede argentina La Anônima, andou passeando pelos corredores da sede do grupo Pão de Açúcar na semana passada. Foi uma visita cordial, mas com foco definido. Após meses de namoro, as duas companhias assinaram contratos para a entrega de produtos da Taeq, marca da cadeia brasileira, nas 114 lojas da varejista argentina nas próximas semanas. Com 260 pontos e receita de US$ 2,5 bilhões, a varejista Éxito, da Colômbia, acaba de dispor nas gôndolas produtos alimentícios também da linha Taeq. A idéia é ampliar a venda dessas mercadorias lá fora, e iniciar a comercialização de roupas esportivas da marca no próximo ano. Uruguai e Venezuela devem ser os próximos a receber as linhas da Taeq - marca que cresce 15% ao ano dentro da empresa e que deve começar a fazer escola no grupo. Isso porque a companhia já vai exportar também itens da marca própria Qualitá para a Argentina, na tentativa de ampliar as opções de produtos ao varejo internacional.
Ao embarcar mercadorias "made in Brazil" para países vizinhos, o Pão de Açúcar reforça um negócio que lhe traz um bom dinheiro. Estima-se que as margens de lucro desses produtos sejam de 25% a 30% mais altas que a margem obtida com a venda de itens de terceiros. E a possibilidade de ver essa taxa minguar, numa eventual guerra de preço (muito comum quando uma marca desbrava um novo mercado), é praticamente nula. O grupo não quer "queimar" dinheiro vendendo barato. Por isso gasta meses discutindo o conteúdo dos contratos de venda antes de assiná-los. "É um negócio que praticamente não exige investimentos e amplia nossa base de venda de forma considerável", diz o diretor-executivo da empresa Hugo Bethlem, que não fala em previsão de vendas. Não deixa de ser uma hora complicada para apostar no projeto. Venezuela, Argentina e Colômbia têm economias que não devem crescer mais de 2% em 2009, segundo o FMI. "É uma aposta de longo prazo", diz Bethlem. Lojas parceiras ou sócias da rede francesa Casino, dona de parte do grupo Pão de Açúcar, devem ser foco dessa ação, mas não há essa exigência para o fechamento dos contratos. A La Anônima, por exemplo, não tem qualquer ligação com a Casino e tornou-se a primeira cliente.
Veículo: Revista Isto É Dinheiro
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