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20/10/2008 13:28 - Ofertas do tipo "leve três e pague dois" somem das gôndolas

Subir preços? Ainda não. Mudar embalagens? Trocar fornecedores? Tudo isso demora e pode ser até arriscado em um momento em que a volatilidade financeira faz o dólar disparar em um dia e tombar em outro, sem revelar tendência de estabilidade. Diante de tantas dúvidas e com custos de importação subindo, a indústria de alimentação está suspendendo as ofertas e promoções que envolvem preço realizadas em parceria com o varejo, como as tradicionais "leve três e pague dois" ou "leve mais por menos".

 

"Paralisamos todas as nossas ações comerciais", diz Auro Ninelli, diretor-presidente da Fugini, que faz molhos de tomate e pratos prontos. "Não sabemos o que os fornecedores vão repassar em matéria de custos. Não temos o que fazer enquanto não soubermos como a situação vai ficar", afirma. 

 

Um varejista que não quis se identificar diz que a decisão é generalizada nos dois setores, de alimentos e limpeza. "Promoção, agora, só se for de produto que estiver próximo ao vencimento." Ou ainda daqueles que têm grande oferta disponível, como legumes e frutas em época de safra. 

 

A maioria dos fabricantes têm mantido seus preços inalterados, segundo o vice-presidente da Associação Paulista Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira. "Até agora, aumento mesmo, só houve o da carne, que subiu 15% na última semana, e de produtos importados", diz ele. No entanto, conforme dados da Apas, menos de 5% do mix dos supermercados é formado por produtos importados. "Em lojas menores, o percentual é menor que 0,5%", completa. 

 

É isso que reflete o IPC da Fipe (Índice de Preços ao Consumidor do Município de São Paulo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Na segunda quadrissemana de outubro (período de quatro semanas passadas a contar do dia 11), o índice variou apenas 0,31%, o que tende mais à estabilidade. A maioria dos mais de 500 itens pesquisados pela Fipe teve variação entre 0 e 1%, para mais ou para menos. Somente itens que estão em entressafra, como o limão (57%) apresentaram mudanças fortes de preços. 

 

Por enquanto, a queda no valor das commodities, que são cotadas em dólar, estão neutralizando os efeitos da alta da moeda americana em relação ao real. Um exemplo é o trigo. O preço dessa matéria-prima caiu 34% no ano (dados da Bolsa de Chicago, EUA), enquanto o dólar acumula uma alta de 18% em 2008 em relação à moeda nacional. E ainda há uma grande oferta, o que está segurando os preços. "Os moinhos têm estoque e por isso ninguém está falando de reajustes", diz José dos Santos dos Reis, presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos no Estado de São Paulo (Simabesp). 

 

Mas não se sabe quanto tempo essa compensação irá durar. Além disso, há outras pressões de preço que preocupam os executivos da área. Como lembra Rubens Ceragioli, diretor-geral da empresa de massas frescas Massa Leve, com sede em São Bernardo do Campo (SP), o governo paulista agora incluiu as massas alimentícias, cozidas ou recheadas na substituição tributária, regime pelo qual a indústria terá de adiantar, a partir de 1º de dezembro, o ICMS devido por toda cadeia de comercialização. "Não há necessidade urgente de aumentar preços, mas também não há como fazer promoção. Em dezembro ou em 2009, provavelmente, teremos aumento se a situação não ficar mais favorável." 

 

Outro problema são as embalagens. Companhias de pratos prontos, que lançaram nos últimos anos produtos que não precisam permanecer em resfriamento, usam embalagens do tipo "stand up pouch" (sachês) ou "retortable", nas quais o produto já embalado pode ser pasteurizado. "A maior parte das indústrias usa essas embalagens importadas da China ou da Coréia do Sul", diz Alan Baumgarten, diretor comercial da Tradbor, fabricante nacional. "Conheço fornecedores estrangeiros que subiram 30% o preço das embalagens do dia para noite", afirma. 

 

Como alguns insumos são cotados em dólar, a exemplo dos filmes plásticos flexíveis, as embalagens nacionais também dever ter reajuste, mas de no máximo 10%. "Para mim, a crise até criou oportunidades. Venho recebendo contatos de grandes empresas que importavam embalagens e agora querem produto nacional." 

 

Mesmo sem importar embalagens, a indústria de sucos também está preocupada. O problema é semelhante ao do trigo. "O alumínio tem ficado mais barato. Mas como o preço é em dólar e a moeda cada dia está em um valor, não sabemos se pagaremos mais ou menos pelas latinhas", diz William De Angelis Sallum, diretor geral da sucos WOW!. Assim também acontece com as frutas. "Importamos pêssegos, maçãs, morango, pêra e lichia. No mês passado paguei R$ 1,55 por dólar. Em outubro subiu para mais de R$ 2. Mesmo com preço em queda, há uma expectativa de gastarmos com custos maiores." 

 

Veículo: Valor Econômico

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