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02/10/2008 09:13 - Preços de importados vão subir até 10% neste mês

Alta do dólar tem impacto nos custos de TVs, DVDs, vinhos, azeites e bacalhau

 

Associação de eletrônicos diz que componentes estão mais caros; para associação do setor supermercadista, importadores temem crise

 

Produtos eletroeletrônicos, como TVs e DVDs, e alimentos importados, como vinhos e azeites, vão custar de 5% a 10% mais a partir deste mês, segundo a Eletros (associação de fabricantes de eletroeletrônicos) e a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

 

"A alta do dólar, de R$ 1,60 para R$ 1,90, em tão pouco tempo vai ser repassada para os preços dos eletroeletrônicos, caso contrário as indústrias vão ter prejuízo, pois já pagam mais para trazer componentes ou produtos prontos do exterior", afirma Lourival Kiçula, presidente da Eletros. "Os aumentos de preços, que podem chegar a 10%, vão depender de como vai ficar a cotação do dólar daqui para a frente."

 

A Lojas Cem, rede com 168 lojas, informa que já sente pressão da indústria para elevar entre 5% e 8% os preços dos produtos eletroeletrônicos neste mês. "Mas acho que eles vão conseguir elevar os preços no máximo em 3% porque esse setor é muito competitivo. Há muita oferta de produtos no mercado, e tudo indica que, com a crise nos Estados Unidos, o consumidor aqui também fique com mais receio de comprar", diz Valdemir Colleone, diretor da Lojas Cem. A Eletros refez na semana passada as projeções de vendas para 2008. Em vez de o setor crescer 15%, em volume, sobre 2007, deve crescer 12%. "E, dependendo de como ficará o dólar e a crise nos Estados Unidos, podemos rever esse crescimento para menos", diz Kiçula.

 

A Lojas Cem, que previa faturar 15% a mais neste Natal sobre igual período de 2007, agora prevê aumento de 10%. "Não deve ser um Natal excepcional, mas deve ser um Natal bom", afirma Colleone.

 

Os supermercados informam que os preços de produtos importados, como vinhos, azeites, azeitonas e bacalhau, estão cerca de 10% mais caros a partir deste mês. "Até mesmo os fornecedores de chocolates estão querendo subir os preços por conta da manteiga de cacau, que é importada", diz Martinho Paiva, vice-presidente da Apas.

 

Os importadores, segundo Paiva, estão assustados, pois pagaram pelos produtos importados quando o dólar estava cotado a R$ 1,60. "Agora, para repor essas mercadorias, vão ter de pagar quase R$ 2."

 

Se o dólar ficar cotado a R$ 2, o que seria uma expectativa mais pessimista, segundo Paiva, as vendas do setor de supermercados para o Natal devem crescer cerca de 4% em relação a igual período do ano passado.

 

Se ficar entre R$ 1,70 e R$ 2, sobem 6% e, se ficar abaixo de R$ 1,70, aumentam 9%.
Caso persista a previsão mais pessimista (dólar a R$ 2), os preços de produtos importados neste fim de ano, segundo estima a Apas, devem subir 20% e os de produtos nacionais, 5%.

 

Rodrigo Lanari, gerente da importadora de vinhos Expand, diz que a alta abrupta do dólar ainda não resultou em aumento de preços para o consumidor, o que deve acontecer no ano que vem. "Apesar de cerca de 60% a 70% dos custos estarem atrelados ao dólar, o repasse para os estoques será lento."

 

Os preços dos produtos nacionais "acabam pegando carona nos preços dos importados", segundo Kiçula, da Eletros, já que também levam componentes importados.

 

"Esse aumento de preços é reflexo também da elevação dos juros e da diminuição dos prazos de financiamento. Mas é preciso esperar um pouco mais para ver a extensão dessa crise nos Estados Unidos e seus reflexos no mundo", diz Kiçula.

 

Altamiro Carvalho, assessor econômico da Fecomercio-SP, diz que, por enquanto, a federação não mudou sua previsão de vendas para o Natal -alta entre 3% e 4% na comparação com dezembro de 2007. "Achamos que o impacto neste ano será pequeno porque, apesar de o crédito estar mais seletivo, "existe a preocupação em manter o nível de crédito aquecido."

 

Veículo: Folha de S.Paulo

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