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01/10/2008 11:36 - Supermercados: crise não terá reflexos no consumo

Héctor Núñez, presidente no Brasil do Wal-Mart, maior rede de supermercados do mundo, com sede nos Estados Unidos, afirmou recentemente que, apesar da crise internacional, a rede deve ter este ano o melhor Natal da história da companhia no país.

 

– Sabemos que o consumidor brasileiro pode ter certa cautela, mas não esperamos queda no consumo – confirma Núñez.

 

O Pão de Açúcar também afirmou, por meio de sua assessoria, que mantém suas meta de crescimento para o ano. A companhia tem metas de vendas acima de R$ 20 bilhões, com um crescimento de vendas na comparação da mesma base de lojas do ano anterior, acima de 6,5%.

 

A expectativa das redes supermercadistas pode parecer desconectada com o cenário atual. Mas não se trata de excesso de otimismo.

 

– Em meio ao caos, o consumo brasileiro continuará aquecido e o comércio pode manter boas perspectivas para este ano – afirma Fernanda Della Rosa, gerente do departamento de economia da Federação do Comércio de São Paulo. – Graças a fatores econômicos altamente favoráveis como aumento do emprego e da renda, praticamente não sentiremos o impacto da crise externa neste ano.

 

O volume de famílias endividadas, segundo pesquisa da Fecomercio, saltou de 45% em agosto para 53% em setembro. Apenas uma restrição de crédito poderá mudar este cenário, avalia Fernanda – o que, por enquanto, não está acontecendo.

 

– O consumidor pouco se importa com alta de juros, o problema é a redução do prazo – explica.

 

Núñez afirmou que tanto o Wal-Mart quanto seu parceiro de crédito, o Unibanco, não cogitam repassar o aumento de juros para o consumidor. O executivo alerta, porém, que, em dado momento, esse repasse será inevitável. O mesmo vale para o repasse de preços da indústria. Por enquanto, o cenário é de aparente tranqüilidade.

 

Consumidor confiante

 

– A confiança do consumidor está ótima, 140 pontos de um índice que vai de zero a 200 – afirma Fernanda. – O mundo está ruindo, mas o consumidor brasileiro ainda sente que pode comprar.

 

Núñez afirmou que o maior impacto sentido pela companhia é a variação do câmbio, o que pode comprometer as importações.

 

– Também vamos sentir um aperto no crédito e aumento de juros, com uma Selic caminhando para 15,3% em médio e longo prazo – disse. – Mas estamos otimistas com os fundamentos da economia brasileira e não vamos mudar nossos planos de expansão por causa da crise.

 

Ao que tudo indica, o setor supermercadista não vai desistir tão facilmente dos bons ventos que estavam previstos para 2008. Depois de comemorar no ano passado a recuperação das perdas registradas em 2006 e deixar para trás desempenhos em vendas que não ultrapassavam a barreira dos 5% – isso quando os indicadores não foram negativos – até agosto, o setor acumulava um aumento de 9,36% nas vendas.

 

Esse desempenho fez com que a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aumentasse sua expectativa de crescimento para o ano entre 4,5% e 5% para uma alta de 8%, o que vai configurar o melhor desempenho dos últimos 10 anos.

 

– Só se acontecer um desastre não atingiremos esta meta – afirma Sussumu Honda, presidente da Abras. – A crise americana ainda não chegou a economia real.

 

Negociações adiantadas

 

Segundo Honda, a porta de entrega será o dólar. Mas o varejo já está adiantado em suas negociações para o Natal, por isso eu não acredito que teremos alterações no valor dos produtos na gôndola. Aliás, Honda explica que o consumidor está atento às variações e qualquer mudança brusca pode impactar os resultados de fim de ano.

 

– O preço das commodities subiu muito este ano e tivemos um aumento de faturamento e queda no volume de vendas.

 

Neste primeiro momento, ele acredita que um possível aumento do custo e seletividade na oferta de crédito possa impactar a venda de bens duráveis e semi-duráveis.

 

O consultor Marcos Gouvêa, da GS&MD, também acredita que os bens-duráveis serão mais impactados com a contenção de crédito e redução de prazo do financiamento.

 

– O consumidor de classe média e alta, que acompanha as notícias, deve começar a conter seus gastos. O Natal que se esperava já não será tão bom assim – afirma.

 

Veículo: Jornal do Brasil - RJ

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