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30/09/2008 09:47 - Wal-Mart leva sua bandeira de "atacarejo" para a Índia em 2009

Seis executivos da subsidiária do Wal-Mart na Índia passaram mais de um mês no Brasil recentemente para aprender tudo sobre o Maxxi, uma rede tipicamente brasileira de "atacarejo", mistura de loja de atacado com supermercado. Em 2009, a multinacional americana vai implementar esse modelo de negócio no mercado indiano, país que hoje está sob o comando de Vicente Trius, executivo que presidiu o Wal-Mart no Brasil por mais de uma década. 

 

No início do ano passado, Trius foi promovido para a presidência da varejista na Ásia, onde, além da Índia, também responde pelos negócios no Japão e na China. Se no Brasil Trius tinha sob sua tutela um mercado de 180 milhões de pessoas, agora ele tem sob a sua direção 4,5 bilhões de consumidores. 

 

"Estamos levando as melhores práticas do Maxxi para Índia", disse Trius, de Hong Kong, em uma entrevista por telefone ao Valor. A primeira loja no modelo de "atacarejo" será aberta no primeiro trimestre de 2009 no mercado indiano, onde o Wal-Mart firmou uma parceria com a Bharti, uma das empresas do magnata indiano Sunil Bharti Mittal. 

 

Marcelo Vienna, vice-presidente responsável pelo Maxxi no Brasil, torce para que a nova rede na Índia seja batizada com a marca brasileira. No entanto, para os indianos, o nome Maxxi não foi muito bem-aceito e o Wal-Mart deve fazer outra escolha. Os brasileiros, por sua vez, serão convidados para a inauguração das novas lojas no mercado indiano, diz Trius. 

 

Segundo ele, algumas adaptações tiveram de ser feitas para exportar o modelo para a Índia. Diferentemente do Brasil, onde as lojas de "atacarejo" atendem tanto aos pequenos comerciantes como os consumidores finais, as lojas na Índia serão voltadas apenas para as pessoas jurídicas. Isso porque o governo indiano proíbe que grupos estrangeiros atuem no varejo. Por enquanto, o país só abriu o mercado no setor de atacado. Os produtos que serão vendidos nas lojas da Índia também serão diferentes dos itens expostos nas prateleiras do Maxxi no Brasil, diz Trius. 

 

Ainda assim, os mercados brasileiros e indianos guardam muitas outras semelhanças. E uma delas é o baixo poder aquisitivo da população. Os donos das "quiranas", como são conhecidas as pequenas vendas na Índia, também precisam comprar mercadorias em pequenas quantidades, assim como os donos dos pequenos supermercados e mercearias no Brasil. 

 

O Maxxi atende a um comerciante - pessoa jurídica - que não dispõe de muito dinheiro em caixa para fazer investimentos em estoque de mercadorias. Para isso, os produtos são vendidos de forma fracionada e não apenas em caixas, como nas lojas convencionais de atacado. Esse é o segredo do grande sucesso dos "atacarejos" brasileiros. Ao vender de forma fracionada, as lojas atacadistas acabaram atraindo também o consumidor final de baixa renda. 

 

Até 2005, o Maxxi pertencia ao grupo português Sonae, que decidiu vender todos os seus ativos na área de varejo para o Wal-Mart após enfrentar uma série de contratempos no mercado brasileiro. E quem costurou a aquisição foi justamente Vicente Trius, que já havia liderado a compra, uma ano antes, da rede de supermercados Bompreço, no Nordeste. 

 

Na época, o Wal-Mart não sabia muito bem o que fazer com a bandeira de atacarejo que veio no pacote do Sonae. Por dois anos, o grupo apenas manteve as 13 lojas do Maxxi. Neste ano, porém, a divisão passou a ser uma prioridade para a multinacional e será um dos principais vetores de crescimento do grupo no Brasil. Até o fim deste ano, a rede deve superar a marca de 20 lojas. Antes concentrado na região Sul, o Maxxi tambem está sendo levado agora para outras regiões do país. Além da Bahia, serão abertas lojas no Ceará, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná. 

 

Trius levou na bagagem para a Ásia outra experiência brasileira. Nos tempos em que esteve no Brasil, o país atravessou por momentos delicados, com baixos níveis de expansão do PIB. Com a crise nos EUA, é esperado que o crescimento da Índia caia de 8% para 7% em 2009. E da China, de 10,5% para 8%. Nada comparável ao que Trius já passou no Brasil. 


 

Veículo: Valor Econômico

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