Geral
17/09/2008 10:14 - Baixas condições de trabalho prejudicam a saúde
A indústria manufatureira canadense acabou com 88 mil postos de trabalho, e o índice de empregos temporários cresceu 3,5% em apenas 12 meses, muito mais que o contrato fixo. Estas são apenas algumas amostras de que a crise no mercado de trabalho afeta todos os países, e não apenas os menos favorecidos.
Um novo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os determinantes sociais que influem na saúde demonstrou que as conseqüências dessas irregularidades no mercado de trabalho podem afetar algo mais que apenas o bolso.
O médico Carlos Muntaner, pesquisador do Centro de Vícios e Saúde Mental, e um dos autores da pesquisa, destacou que as condições de trabalho exercem um profundo impacto sobre a saúde dos trabalhadores ao redor do mundo. A equipe de especialistas concluiu que uma baixa saúde mental e física está associada a ganhar a vida com um trabalho precário, de contratos temporários, baixos salários e escassos benefícios.
Pessoas com alto nível de estresse, produzido em conseqüência do trabalho, têm 50% a mais de risco de sofrer de doenças coronárias graves. Além disso, foi comprovado que os trabalhos de maior demanda, baixo controle e cujo esforço não se vê recompensado rapidamente agravam o risco de problemas físicos e psíquicos, dentre os quais depressão e ansiedade.
Cerca de 487 milhões de famílias subexistem no mundo com um trabalho que paga menos um euro ao dia, e 1,3 milhão recebem um euro e médio por jornada. Uma cifra muito diferente da considerada necessária para levar uma vida saudável no Reino Unido, por exemplo - 166 euros por semana.
A posição das mulheres na sociedade também está ligada à saúde e à sobrevivência das crianças. Todavia, a desigualdade entre elas é assustadora - as mulheres ganham menos do que os homens, inclusive com trabalhos equivalentes, além de terem menos oportunidades de emprego e de acesso à educação. A isso se soma, ainda, a falta de cuidados higiênicos e sanitários, principalmente no que tange à natalidade. A equipe concluiu que as péssimas condições influem na saúde em distintas formas - de alimentação discriminatórias, violências, falta de poder de decisão e salários desiguais no trabalho.
O estudo ainda contempla uma série de recomendações para garantir a execução das igualdades sanitárias, como a necessidade de melhorar as condições de trabalho, a intervenção das instituições nacionais e locais para chegar a essa situação e a abolição do trabalho infantil, além da superexploração.
Os pesquisadores receberam ajuda durante três anos de políticos, acadêmicos, pensadores e ministros da saúde, que investigaram a relação em diferentes países.
Veículo: Site SRDZ
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