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18/09/2017 10:54 - Investimento no varejo é retomado no Brasil

A melhora no consumo das famílias, auxiliada pela desaceleração dos juros e da inflação, abriu espaço para destravar os investimentos na atividade supermercadista. Empresários do setor afirmam que vão expandir o número de unidades ao longo dos próximos meses. O processo, que deve começar no segundo semestre deste ano e ser intensificado em 2018, é algo a ser comemorado. Isso porque os supermercados representam 30% do volume de vendas de todo o mercado varejista. Logo, o reaquecimento das aplicações por eles é imprescindível para auxiliar na retomada do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Os investimentos serão disseminados nos estados brasileiros. Somente em Minas Gerais, o grupo Super Nosso investirá R$ 60 milhões este ano. O valor contempla um centro de distribuição, já inaugurado há dois meses, e quatro unidades, que ainda serão abertas até o fim do ano na região metropolitana de Belo Horizonte.

Para 2018, a expectativa do diretor executivo do grupo, Euler Fuad, é de injetar outros R$ 60 milhões na abertura de seis supermercados. Mas o investimento pode ser maior. “A meta é abrir 10 unidades, mas todo saco tem fundo. Seis já é um número ousado neste momento de travessia que enfrentamos. Mas é na crise que aparecem boas oportunidades de pontos a preços acessíveis”, diz.

 

O apetite de Euler para investir está ancorado nas expectativas de que o pior da crise ficou para trás. “Sinto que a economia começa a se desvencilhar da crise política e caminhar em ritmo próprio. E vejo isso como um bom sinal. Estou entusiasmado e preparado para investir, pois acredito na retomada”, justifica. E não falta dinheiro em caixa. “Farei os investimentos com capital próprio”, afirma.

 

Em São Paulo, somente o grupo Sonda Supermercados está disposto a investir R$ 80 milhões até o primeiro semestre de 2018 em quatro unidades varejistas. A expectativa é de que uma seja inaugurada este ano no estado, e outras três no próximo ano — uma na capital e outras duas em São Caetano (SP).

Além da melhora dos indicadores econômicos, o diretor executivo do grupo, Roberto Longo, atribui a expectativa à aprovação da reforma trabalhista e ao empenho do governo em tocar as agendas reformistas. “A modernização das leis do trabalho vão ajudar muito o setor a ter mais produtividade”, ressalta. Com as quatro unidades construídas, a expectativa é de que a empresa gere 1,4 mil empregos diretos.

 

Também há fome por investimentos no Rio Grande do Sul. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) pretende realizar investimentos no segundo semestre deste ano. Embora em nível nacional não haja dado específico, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, assegura que há otimismo e expectativa de expansão de unidades, ancorados em um aumento recente das vendas e nas reformas.

 

Na indústria

 

A reação dos investimentos no setor supermercadista respinga na indústria. Um aumento das aplicações pode elevar a demanda por produtos industrializados. A grande interrogação sobre a sustentabilidade do crescimento da injeção de capital, no entanto, está no descasamento entre o consumo e os investimentos, ressalta o chefe interino da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Fábio Bentes.

 

O consumo tem dado sinais de melhora, puxado por uma baixa inflação e por uma gradual melhora do mercado de trabalho — ainda que puxada pela informalidade. Os investimentos, de uma maneira geral, entretanto, ainda estão em compasso de espera. E não serão apenas os supermercadistas que mudarão o panorama.

Para mudar o cenário e fazer os investimentos reagirem, a aprovação da reforma da Previdência é imprescindível, avalia Bentes. “O mercado sabe que o quadro fiscal não mudará neste ano ou no próximo. Mas a admissão do texto daria uma sinalização positiva”, destaca.

 

Sem o equilíbrio das contas públicas, o governo continuará precisando se financiar no mercado de títulos públicos a juros altos, tornando necessário o aumento da taxa básica de juros. Tudo isso, por fim, elevaria o custo para investimento na economia, reduzindo o apetite dos empresários em investir. (Correio Braziliense)

 

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

 

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