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19/11/2008 13:21 - Consumo de alimentos não será afetado pela crise

Aumento do volume de vendas do setor deve ficar entre 2,5% e 3% em 2009, apostam analistas

 

Se por um lado o varejo aguarda uma retração nas vendas de bens duráveis, em resposta à restrição de crédito provocada pela crise financeira internacional, o consumo de não duráveis, em especial de alimentos e bebidas, deve se manter pelo menos estável nos próximos meses. A limitada elasticidade do consumo de alimentos deve fazer com que o segmento seja menos afetado pela desaceleração econômica em termos de volume de vendas.

 

Historicamente, o consumo de alimentos apresenta um comportamento bem próximo ao do Produto Interno Bruto (PIB), como observa o analista Fábio Silveira, da RC Consultores. A expectativa da consultoria para o crescimento econômico do País no próximo ano é de 2%. Portanto, o aumento do volume de vendas de alimentos deve ficar entre 2,5% e 3%.

 

Contudo, durante a apresentação dos resultados financeiros do terceiro trimestre deste ano, algumas indústrias do setor de alimentos e bebidas mostraram otimismo em relação ao comportamento do mercado interno. Executivos da Perdigão e da AmBev, por exemplo, disseram esperar que a queda do consumo de bens duráveis abra espaço para os seus produtos.

 

Volume de vendas

 

O especialista no setor de alimentos e bebidas Adalberto Viviani, da Concept Consultoria, concorda com essa avaliação no que diz respeito a produtos diretamente ligados ao lazer, como cervejas e refrigerantes. Mas a própria característica de baixa elasticidade do consumo de alimentos impediria uma resposta rápida e significativa das vendas desse tipo de bem à retração em segmentos mais dependentes do crédito, na avaliação de Silveira.

 

Segundo especialistas, a tendência é de que, impossibilitados de comprar produtos de valor mais elevado, os consumidores façam esforços para, pelo menos, manter o seu padrão atual nos não duráveis. Para Viviani, só estão ameaçados de queda nas vendas os produtos voltados exclusivamente à classe A, devido ao "efeito psicológico" que a crise financeira pode provocar. Já a classe C, que recebeu 20 milhões de novos consumidores nos dois últimos anos, não é tão afetada pelo noticiário econômico, por ter menor acesso à informação.

 

As vendas de alimentos e bebidas não devem apresentar alterações em volume até o final de ano, segundo o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Moreira. Ele avalia que os hábitos dos consumidores nos supermercados se mantêm inalterados, sem uma migração aparente para marcas mais baratas ou corte de produtos como perecíveis ou higiene pessoal, os primeiros a serem cortados do carrinho diante de alterações do quadro econômico.

 

A expectativa da Apas para o crescimento das vendas do setor supermercadista em São Paulo no mês de dezembro é de um crescimento real de 6% sobre o mesmo período do ano passado. Em outubro, o Grupo Pão de Açúcar registrou crescimento de 13,9% nas vendas de lojas abertas há mais de um ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento supera a evolução média do faturamento do setor, que, conforme a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), foi de 8,9% de janeiro a setembro.

 

Preços

 

Se depender do comportamento dos preços, o consumo de alimentos deve evoluir positivamente nos próximos meses. Apesar de voltar a apresentar alta no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, após dois meses consecutivos de queda, a tendência é de baixa para os alimentos no médio e longo prazo.

 

A RC Consultores aponta que a atual retração das commodities agrícolas chegará ao consumidor final. A queda dos grãos no mercado internacional, aliada à apreciação cambial, deve resultar em redução do preço de prateleira, mesmo que em menor intensidade do que a verificada nas matérias-primas.

 

Mas, ao mesmo tempo em que a queda de preço deve servir de estímulo para que o consumidor não reduza as compras de alimentos, ela pode resultar em um menor faturamento para as indústrias de alimentos. Por essa razão, Silveira prevê, "na melhor das hipóteses", um ano de estabilidade nas receitas.

 

Veículo: Agência Estado

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