Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Carnes / Peixes
Bebidas
Notícias ABRAS
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
Estaduais
 

Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Jurídico

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Jurídico

02/08/2018 11:43 - Custeio sindical e novas regras dão o tom de negociação trabalhista após reforma

As negociações entre trabalhadores e patrões em 2018 estão sendo marcadas por embates em torno das mudanças trazidas pela reforma trabalhista. Os temas mais frequentes, do universo de novas possibilidades estabelecidas pela mudança da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), são a redução do intervalo intrajornada, o local de homologação da rescisão e cláusulas relacionadas ao custeio sindical, após o fim da contribuição obrigatória.

 

O levantamento foi feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base nos instrumentos de negociação inseridos no Sistema Mediador do Ministério do Trabalho, no primeiro bimestre deste ano. No estudo, foram analisados 113 instrumentos coletivos com cláusulas relacionadas à reforma da CLT.

 

"O que há de novo nas negociações este ano é a tentativa dos empresários de readequar as convenções coletivas em aspectos em que julgam que a reforma é mais vantajosa para eles. Já os sindicatos avaliam que esses pontos precarizam as relações de trabalho e devem ser mantidos inalterados na convenção coletiva", afirma Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese.

 

O intervalo intrajornada foi o tema mais frequente dos acordos. A reforma permitiu que esses intervalos - geralmente, a pausa do almoço - sejam reduzidos para até 30 minutos para profissionais com jornadas superiores a seis horas, mediante decisão em negociação coletiva. Segundo Ganz Lúcio, esse tipo de acordo já acontecia antes da mudança da lei, mas muitas vezes acabava questionado na Justiça.

 

O segundo tema mais presente foi o local da homologação das rescisões, com os sindicatos buscando assegurar na negociação sua participação no processo, que deixou de ser obrigatória. De maneira semelhante, os sindicatos têm tentado garantir uma forma de custeio, incluindo cláusulas que permitam desconto de uma contribuição mediante autorização em assembleia.

 

"Na medida em que isso se consolide como uma forma de financiamento, abriria espaço para que um projeto de lei venha a regulamentá-la", avalia Lúcio, citando como exemplo o projeto de lei de relatoria do deputado Bebeto (PSB-BA), que voltou a ser defendido por centrais sindicais, com o fim do imposto.

 

Sobre banco de horas, outro tema frequente nas negociações, parte das cláusulas autoriza a realização de acordos individuais, como previsto na reforma, enquanto outra parcela condiciona o banco à negociação coletiva. Já sobre as horas "in itinere", que dizem respeito ao pagamento do tempo de deslocamento para o trabalho, a maioria das cláusulas extingue este pagamento, como previsto na mudança da lei.

 

Segundo Helio Zylberstajn, coordenador do boletim Salariômetro da Fipe, os impasses em torno de temas da reforma trabalhista têm provocado uma queda no número de acordos coletivos este ano. O número de negociações concluídas no primeiro semestre diminuiu 39,6% em relação a igual período de 2017, de 13.146 para 8.483.

 

O Dieese destaca ainda, em seu boletim "Cadernos de Negociações", que as demissões por comum acordo - também introduzidas pela reforma - têm crescido, passando de 6.288 em dezembro para 13.326 em junho, dado mais recente disponível, num total de 82.984 de novembro de 2017 ao sexto mês deste ano.

 

Mesmo assim, o número representa ainda apenas 1% dos desligamentos. Para Ganz Lúcio, o dado derruba a tese de que muitas demissões eram feitas para fraudar o sistema [permitindo ao trabalhador receber seguro-desemprego e sacar o FGTS.

 

Thais Carrança – São Paulo

 

Fonte: Valor Econômico – 02/08/2018.

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

23/10/2026 11:53 - Contribuição sobre Bens e Serviços entra em vigor em 2027 e novas regulamentações serão enviadas ao Congresso
23/10/2026 11:53 - Novas medidas simplificam obrigações da Reforma Tributária para nanoempreendedores e MEIs
23/10/2026 11:52 - União não pode arbitrar unilateralmente valor de multa substitutiva de perdimento
23/10/2026 11:52 - STJ reduz em 20 vezes multa milionária por descumprimento de decisão
23/10/2026 11:51 - Juiz manda recalcular dívida para respeitar índices fixados em sentença
23/10/2026 11:50 - Eleitor que pediu voto em trânsito pode consultar local no e-Título
22/10/2026 13:42 - STF decide que ISS não integra base de cálculo do PIS e da Cofins
22/10/2026 13:42 - Imunidade de ITBI na integralização de capital vale também para empresas do setor imobiliário, decide STF
22/10/2026 13:41 - Inclusão no SCR do Banco Central não exige prévia notificação, decide STJ
22/10/2026 13:39 - STJ julga se impenhorabilidade de depósitos é extensível a empresas
22/10/2026 13:38 - STJ suspende processos para julgar revogação antecipada do Pers
21/10/2026 14:16 - Receita Federal inaugura nova era de julgamentos em larga escala
21/10/2026 14:16 - STJ moderniza serviço de emissão de certidões com nova plataforma digital
21/10/2026 14:15 - CARF divulga calendário das sessões de julgamento de 202
21/10/2026 14:15 - TRT 3ª Região – Órgão Especial aprova calendário de feriados do TRT-MG para 2027

Veja mais >>>