Jurídico
21/09/2011 07:43 - Empresários da indústria reprovam sistema tributário
Taxação excessiva apontada como fator mais negativo.
A maioria dos empresários industriais considera o sistema tributário brasileiro ruim ou muito ruim. Segundo uma sondagem especial sobre a qualidade do sistema tributário brasileiro, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 79% dos industriais acham o sistema tributário do país muito ruim e 17% o classificaram de ruim. Apenas 3% avaliaram o sistema tributário como bom e 1% como muito bom.
A elevada reprovação ocorreu entre as empresas de todos os portes do setor industrial. A pior avaliação foi em relação ao número de tributos existentes no país, seguido pela falta de simplicidade do sistema.
Para 90,8% dos empresários, a tributação excessiva é o principal fator negativo do sistema no país. A tributação sobre a folha de pagamento é tida como o principal problema para 61,2% dos entrevistados. Na pergunta sobre as características negativas sobre o sistema tributário brasileiro, os empresários puderam apontar mais de um item. Em terceiro lugar, foram apontados como principal problema do sistema os tributos cumulativos ou em cascata (42,2%).
A sondagem indica ainda que os empresários consideram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) o tributo que gera o pior impacto sobre a competitividade do setor industrial. Segundo a pesquisa, 70,1% das empresas afirmam que o ICMS afeta sua competitividade. As contribuições previdenciárias e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) também estão no alto dessa lista, com 62,5% e 58,2%, respectivamente.
Nos setores de vestuário, calçados, edição e impressão, máquinas e materiais elétricos e outros equipamentos de transportes, as contribuições previdenciárias são apontadas como o tributo mais nocivo à competitividade.
A sondagem mostra também que 72,4% dos empresários defendem a unificação das alíquotas do ICMS em uma reforma tributária. Simplificar procedimentos e exigências aparece em segundo lugar, com 46,1%, e assegurar a plena recuperação dos créditos tributários vem em seguida, com 38,7% das respostas.
O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, disse ontem que a pesquisa divulgada sobre o sistema tributário do país corrobora com os resultados obtidos nos últimos 12 anos. Nas avaliações anteriores, a carga tributária elevada também esteve no topo dos principais problemas apontados pela indústria.
" um entrave enorme à competitividade do setor industrial brasileiro. As empresas vivem em um emaranhado de normas tributárias. A tributação é excessiva. E o sistema tributário é cheio de problemas", disse Castelo Branco.
CPMF - Ele destacou que um levantamento recente feito pela Consultoria Legislativa do Senado mostrou que existem 104 tributos no Brasil. "E com tudo isso ainda tem gente que quer criar mais um tributo em cascata, que não tem transparência e que vai afetar a competitividade", afirmou o economista referindo-se à discussão sobre a possibilidade da volta da CPMF.
O economista destacou ainda que o Brasil tem uma carga tributária muito mais elevada entre os países emergentes, o que reflete na competitividade. Ele acredita que um eventual retorno da CPMF provocará uma reação negativa do setor industrial porque vai significar mais custos, menos competitividade e menos vendas.
Ao responder sobre a decisão do governo de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis importados, ele disse que a medida é uma reação de defesa do mercado brasileiro em relação aos importados. Segundo Castelo Branco, as distorções do sistema tributário e as suas deficiências ficam "desnudadas" com a valorização do real. "Com certeza é uma medida diferente das usais, quase emergencial do ponto de vista de ação, com características específicas e transitórias", defendeu.
Ele acredita que, apesar da elevação do tributo, o mercado brasileiro é atrativo. "Se a empresa estiver no processo de instalação de uma planta no Brasil, pode ser um estímulo para ela acelerar este processo", avaliou. (AE)
Veículo: Diário do Comércio - MG
Veja mais >>>
08/04/2026 12:56 - PAT chega aos 50 anos com novas medidas de gestão e eficiência08/04/2026 12:55 - MTE lança Canpat 2026 com foco na prevenção de riscos psicossociais no trabalho
08/04/2026 12:54 - Novo conceito de praça para calcular IPI retroage em favor do contribuinte
08/04/2026 12:52 - TRT-2 mantém justa causa de segurança flagrado em show após apresentar atestado médico
08/04/2026 12:52 - Mantida justa causa de empregada que faltava ao trabalho para atuar em outra empresa
08/04/2026 12:51 - Informativo destaca intimação do devedor na convolação do cumprimento de sentença provisório em definitivo
08/04/2026 12:49 - TRT 1ª Região – Expediente suspenso no TRT-RJ nos dias 20/4 e 5/6
07/04/2026 13:43 - Justiça reconhece regularidade no fracionamento das férias em até três períodos com base em mudança após reforma trabalhista
07/04/2026 13:43 - STF invalida lei mineira que exigia informações adicionais em rótulos de produtos para animais
07/04/2026 13:42 - Depósito para pagar dívida incontroversa afasta mora, decide TJ-SP
07/04/2026 13:41 - Página de Repetitivos traz dispensa de ofício a órgãos públicos para validade de citação por edital
07/04/2026 13:40 - Jurisprudência em Teses traz novos entendimentos sobre o instituto da reclamação
07/04/2026 13:40 - Receita Federal disponibiliza nova versão do PGD DCTF
07/04/2026 13:37 - Ouvidoria: Fala.BR passa a usar IA para agilizar atendimento
07/04/2026 13:36 - TRT 3ª Região – PJe estará indisponível no próximo final de semana
