Notícias ABRAS
08/11/2011 10:50 - Carnes natalinas chegam mais caras às gôndolas
A ceia natalina será mais salgada este ano. Os frigoríficos estimam um aumento entre 10% e 15% nos preços das carnes consumidas na data, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com as fabricantes, não haverá aumento de margens, e sim repasse de custos, elevados pelo encarecimento de commodities como milho e soja. Mesmo com a alta, as empresas esperam um avanço de até 10% nas vendas de aves e suínos. A indústria investe em produtos mais sofisticados (com recheios, acompanhamentos e molhos) e de fácil preparo para atrair o consumidor.
A BRF Brasil Foods estima aumento de um dígito em volume e de dois dígitos em valor nas vendas de carnes natalinas. Os carros-chefes são o Peru Sadia e o Chester Perdigão. Dona das marcas Seara e DaGranja, entre outras, a Marfrig espera um crescimento de 8% nas vendas. O Peru Seara e a Ave Classy representam mais de 50% do volume total dos produtos comemorativos da marca. A Coopercentral Aurora, cujo destaque para a data é a ave Blesser pronta para assar, prevê faturar de 8% a 10% mais.
O otimismo, de acordo com o diretor de marketing da BRF, Eduardo Bernstein, é sustentado pelo crescimento da renda do brasileiro e pelo incremento de lançamentos. Segundo ele, cerca de 1,3 mil domicílios novos passaram a consumir produtos natalinos da empresa em 2010. "A categoria vem crescendo nos últimos anos, e as inovações têm sido muito importantes", afirma.
Os lançamentos da Brasil Foods são pautados por três linhas: novidade (como pernil e lombo assado), praticidade (como chester "assa fácil" desossado e recheado com farofa) e sofisticação (como o pernil ao espumante e ervas, lançado em 2010). Essas tendências também guiam as outras fabricantes. A novidade da Aurora é o Peito de Blesser Recheado Aurora, com farofa com linguiça tipo calabresa e uvas passas. A Marfrig tem nove lançamentos para este Natal, sendo três no conceito "ceia fácil", com carnes desossadas, temperadas e com molho.
O diretor de marketing da Seara, Antonio Zambelli, espera que o consumidor prepare este ano uma ceia "mais indulgente". Como está comprando menos produtos de maior valor, como eletrodomésticos da linha branca, por exemplo, a tendência é que eleve gastos menores. "Ele estará melhorando a qualidade das suas festividades", aposta Zambelli.
A Brasil Foods prevê um incremento de preço ao varejo em torno de 15%. "Estamos tentando passar o mínimo possível. O aumento de custos foi maior que 20%", diz Bernstein. A Marfrig estima uma média de 10% de alta. Segundo Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o aumento ao consumidor deve ficar acima de 10%.
Outra tendência que está em prática desde o Natal de 2010 é a antecipação da chegada das carnes ao varejo, do fim para o início de novembro. Na primeira semana do mês, o Tender Sadia começou a ser vendido no Rio e em São Paulo. A BRF espera um aumento de 10% no volume total de tender comercializado neste fim do ano.
O Walmart já lançou, no dia 1º, toda a linha de aves, suínos e bacalhau para o Natal, adiantando duas semanas em relação ao ano passado. A projeção de crescimento de vendas das aves e suínos na rede é de 10% sobre 2010. Para o bacalhau, a expectativa é maior: alta de 20%. Segundo a varejista, houve uma negociação especial antecipada do produto, que vai chegar às gôndolas com o mesmo preço de 2010.
A rede espera dobrar, neste Natal, as vendas do frangão da marca própria Bom Preço, lançado em 2010. Neste ano, o Walmart apresenta duas novidades: o pernil e o lombo temperados.
Bernstein, da BRF, diz que a antecipação das vendas é um processo de educação do consumidor. A comercialização das carnes comemorativas ainda se concentra em dezembro, principalmente na semana do Natal (47% do volume, segundo a Nielsen).
Em novembro e dezembro de 2010, as vendas de carnes natalinas no varejo recuaram 1,5% em volume, na comparação com os mesmos meses de 2009. O dado, da Nielsen, não inclui bacalhau, "que é um produto substituto e pode ter influenciado nesse cenário", diz a analista de mercado da consultoria, Marcia Cwerner. Incluindo o pós-Natal, que em janeiro deste ano teve vendas 23% maiores, houve um pequeno crescimento na comercialização de carnes comemorativas, de 2,1%. "No ano passado, sobrou mais produto em dezembro e teve mais 'desova' em janeiro", explica Marcia.
O tender, o peito e outras aves, como o frangão, puxaram a queda em 2010, devido ao aumento de preços. As carnes natalinas subiram em média 14,2% no varejo no ano passado, segundo a Nielsen. A alta levou a um crescimento de vendas de 12,5% em valor.
Veículo: Valor Econômico
Veja mais >>>
06/02/2026 18:30 - ABRAS detalha novas regras do PAT e orienta supermercados sobre mudanças na aceitação de benefícios08/02/2026 15:37 - Nota Institucional de apoio à Rede BH de Supermercados
06/02/2026 18:02 - É hoje! Super Live ABRAS debate as principais atualizações do PAT
29/01/2026 09:22 - Ranking ABRAS: estudo de maior relevância do setor supermercadista chega à 49ª edição com novidades
27/01/2026 09:47 - Pós-NRF’26 destaca IA, jornadas de consumo e desafios do varejo alimentar no Brasil
27/01/2026 09:46 - É hoje! Pós-NRF’26 ABRAS desembarca no WTC Events Center, em São Paulo (SP)
26/01/2026 15:32 - É amanhã! ABRAS promove Pós-NRF’26 ABRAS com foco em estratégia, tecnologia e cenário econômico
21/01/2026 15:30 - Especialistas de renome nacional levam conhecimento ao Pós-NRF’26 ABRAS
19/01/2026 15:29 - ABRAS realiza encontro exclusivo em SP sobre as tendências Pós-NRF 2026
22/01/2026 12:12 - Consumo das famílias mantém patamar elevado e cresce 3,68% em 2025, aponta ABRAS
22/01/2026 12:10 - Abrasmercado: ajustes nos preços das carnes e queda expressiva dos produtos básicos marcam o comportamento da cesta em 2025
13/01/2026 10:05 - Supermercados brasileiros discutem desafios do setor no Jantar Abras NY
12/01/2026 10:34 - É hoje! ABRAS promove jantar exclusivo durante a NRF 2026 em Nova York
05/01/2026 09:29 - NY ABRAS DINNER VIP confirma sua principal atração
18/12/2025 08:50 - Abrasmercado: queda de preços perde intensidade em novembro, apesar de novo recuo da cesta (0,05%)
