Jurídico
14/06/2011 09:43 - Magazine Luiza compra lojas do Baú da Felicidade por R$ 83 milhões
Venda faz parte de plano de reestruturação do Grupo Silvio Santos, que se desfaz das 121 unidades
Com a compra, varejista se firma como 2º lugar no ranking dos maiores e passa a ter 723 lojas e 23 milhões de clientes
O Magazine Luiza anunciou a compra das 121 lojas da rede Baú da Felicidade, do grupo Silvio Santos, por R$ 83 milhões. A operação deve ser concluída em julho.
Desde o fim do ano passado, o grupo Silvio Santos negociava, com cinco empresas, a venda das lojas situadas no Paraná (80), em São Paulo (40) e em Minas (1).
A decisão de vender as lojas do Baú faz parte de uma reestruturação definida pelo grupo SS para amenizar os impactos da venda do banco PanAmericano para o BTG Pactual. A venda ocorreu após a descoberta de uma fraude contábil, que gerou rombo de cerca de R$ 4 bilhões na instituição.
Lásaro do Carmo Jr., vice-presidente do grupo, havia anunciado no mês passado que o grupo Silvio Santos concentraria seus negócios em três pilares: consumo, com a Jequiti Cosméticos; comunicação, com o SBT; e capitalização, com a Tele Sena.
O grupo SS também vendeu em maio a Braspag, empresa que faz intermediação de pagamentos digitais, por R$ 40 milhões para a Cielo.
Em nota, o grupo informou que "reitera a confiança de que as afinidades entre os dois, bem como o empreendedorismo que marca a trajetória de ambos, facilitarão a transição das lojas e farão dessa operação um negócio bem-sucedido".
É a segunda aquisição do Magazine Luiza em um ano. Em julho de 2010, a varejista comprou 141 lojas da rede paraibana Maia e ampliou sua presença no Nordeste.
A varejista se firma como o segundo maior grupo de vendas de eletrônicos e eletrodomésticos do país, segundo o Provar (Programa de Administração de Varejo) da FIA. Passa a ter 732 lojas e 23 milhões de clientes -3 milhões na carteira do Baú.
O Grupo Pão de Açúcar lidera o ranking dos maiores varejistas e mantém a posição com folga, após comprar Casas Bahia e Ponto Frio.
Após o anúncio da compra, as ações do Magazine subiram quase 4% e fecharam o dia com alta de 0,87%.
"A tendência é que os varejistas busquem cada vez mais se consolidar e ampliar sua atuação em outras regiões. O Magazine já havia tentando, mas não foi bem-sucedido na disputa por Casas Bahia e Insinuante (comprada por Ricardo Eletro)", diz Claudio Felisoni, coordenador do Provar.
A aquisição -e a consequente concentração do mercado- preocupa fabricantes de eletroeletrônicos, segundo a Folha apurou.
CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO
Fonte: Folha.com.br (14.06.11)
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