Notícias do setor
Economia
Jurídico
Tecnologia
Carnes / Peixes
Bebidas
Notícias ABRAS
Geral
Redes de Supermercados
Sustentabilidade
Estaduais
 

Você está em:
  • Notícias do setor »
  • Jurídico

Notícias do setor - Clipping dos principais jornais e revistas do Brasil

RSS Jurídico

25/08/2011 09:18 - Tributar faturamento onera empresa

Objetivo de aumentar a competitividade do produtor nacional ante o externo pode não ser atingido.

 

A mudança da tributação sobre a folha de pagamento para o faturamento, proposta pelo governo federal no Plano Brasil Maior para os setores de vestuário, móveis, calçados e software, pode onerar a Previdência Social e não atingir o objetivo de aumentar a competitividade do produtor nacional frente o mercado externo. A avaliação é do diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, que participou na manhã de ontem de um ciclo de seminários sobre "Progressividade da Tributação e Desoneração da Folha de Pagamento", realizado na capital paulista. Segundo ele, conforme apontado pela indústria, em alguns casos as empresas passarão a recolher mais impostos.

 

"Nos preocupa muito a fragilidade da indústria brasileira no contexto mundial.  evidente que mecanismos de intervenção do Estado que favoreçam essa estratégia são fundamentais", afirmou. "Mas haverá situações em que as empresas pagarão mais, se forem mais intensivas em capital. E talvez a desoneração que tenha sido feita tenha um impacto muito pequeno sobre aquilo que é o objetivo da medida, que é aumentar a competitividade, seja pela exportação, seja pela capacidade de concorrer com o produto importado", considerou. "Vamos fazer um movimento que é complexo, que pode fragilizar o sistema previdenciário e criar vários problemas sob o ponto de vista da administração e o impacto efetivo para aumentar a competitividade da indústria talvez seja muito baixo", disse.

 

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), Pedro Delarue, avaliou que a iniciativa do governo federal agrava a regressividade do sistema tributário brasileiro. "Ela agrava a regressividade à medida que cria um imposto sobre o faturamento. Nesse sentido, é mais um imposto sobre o consumo", afirmou.

 

O presidente do sindicato disse ser favorável a medidas que aumentem a competitividade da indústria. "A questão da competitividade poderia ser resolvida de outra forma, por meio de incentivos e renúncias fiscais oferecidas diretamente pelo Tesouro às empresas e não passando pelo cofre da Previdência", avaliou. Segundo ele, a reclamação da indústria de que a mudança pode onerar algumas empresas tem sentido. "Eu acredito que isso possa acontecer, embora os estudos mostrem que o governo federal terá de aportar do Tesouro Nacional cerca de R$ 1,5 bilhão ao longo de um ano para fazer frente a essa desoneração. Pontualmente, pode haver oneração."

 

Fatiada - O diretor técnico do Dieese avaliou ainda que esse é o risco de se discutir mudanças no sistema tributário separadamente, em vez de uma proposta de reforma tributária ampla no Congresso Nacional. "Uma proposta de reforma tributária ampla pensa no sistema como um todo, com vistas à justiça tributária, equidade e progressividade. À medida que o governo muda de ideia sobre a reforma tributária, de um conjunto para fatias, o risco é que isso se perca no debate, e não atinja, necessariamente, os efeitos almejados", afirmou Clemente.

 

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, também presente ao evento, disse que o governo federal precisa diversificar as formas de financiamento da Previdência. "Transferir uma parte para o faturamento é uma boa experiência, mas não é tão simples e não serve para todas as empresas. Não sabemos até que ponto ela terá um efeito compensatório", disse.

 

Pochmann defendeu que o governo tenha uma atuação mais agressiva para combater os efeitos da crise financeira internacional. Ele sugere, por exemplo, que o país aproveite o momento de baixa nas ações de empresas em todo o mundo para adquirir ativos com recursos das reservas internacionais e do fundo soberano, a exemplo da China e da Noruega. Pochmann também defendeu a redução das taxas de juros para reduzir o gasto público. (AE)

 

Veículo: Diário do Comércio - MG

Enviar para um amigo
Envie para um amigo
[x]
Seu nome:
E-mail:
Nome do amigo:
E-mail do amigo:
Comentário
 

 

Veja mais >>>

08/04/2026 12:56 - PAT chega aos 50 anos com novas medidas de gestão e eficiência
08/04/2026 12:55 - MTE lança Canpat 2026 com foco na prevenção de riscos psicossociais no trabalho
08/04/2026 12:54 - Novo conceito de praça para calcular IPI retroage em favor do contribuinte
08/04/2026 12:52 - TRT-2 mantém justa causa de segurança flagrado em show após apresentar atestado médico
08/04/2026 12:52 - Mantida justa causa de empregada que faltava ao trabalho para atuar em outra empresa
08/04/2026 12:51 - Informativo destaca intimação do devedor na convolação do cumprimento de sentença provisório em definitivo
08/04/2026 12:49 - TRT 1ª Região – Expediente suspenso no TRT-RJ nos dias 20/4 e 5/6
07/04/2026 13:43 - Justiça reconhece regularidade no fracionamento das férias em até três períodos com base em mudança após reforma trabalhista
07/04/2026 13:43 - STF invalida lei mineira que exigia informações adicionais em rótulos de produtos para animais
07/04/2026 13:42 - Depósito para pagar dívida incontroversa afasta mora, decide TJ-SP
07/04/2026 13:41 - Página de Repetitivos traz dispensa de ofício a órgãos públicos para validade de citação por edital
07/04/2026 13:40 - Jurisprudência em Teses traz novos entendimentos sobre o instituto da reclamação
07/04/2026 13:40 - Receita Federal disponibiliza nova versão do PGD DCTF
07/04/2026 13:37 - Ouvidoria: Fala.BR passa a usar IA para agilizar atendimento
07/04/2026 13:36 - TRT 3ª Região – PJe estará indisponível no próximo final de semana

Veja mais >>>