Jurídico
08/06/2022 16:00 - Consumo nos Lares Brasileiros cresce 2,50% no primeiro quadrimestre, aponta ABRAS
Queda na taxa de desemprego e recursos injetados na economia sustentaram o consumo diante de um cenário de inflação elevada
O Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) acumula alta de 2,50% de janeiro a abril e permanece alinhado às estimativas do setor supermercadista de um crescimento de 2,80% no ano.
Em abril, o indicador registrou alta de 4,20% ante março. Na comparação com o mesmo mês de 2021, o índice teve alta de 7,37%, de acordo com o monitoramento do departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS. Todos os indicadores já foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O aumento do emprego com carteira assinada no quadrimestre, bem como, os recursos injetados na economia, como o saque extraordinário do Fundo de Garantia, a manutenção do Auxílio Brasil e a antecipação do 13ºsalário estão sustentando o consumo nos lares diante de um cenário de elevada e persistente inflação que impacta diretamente a cesta de alimentos”, explica o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged apontam a criação de 196,9 mil vagas com carteira assinada em abril. No acumulado do quadrimestre foram 770,6 mil vagas.
Os recursos liberados a partir de abril, como o Saque Extraordinário do Fundo de Garantia (FGTS), a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, injetaram um montante de R$ 30 bilhões em todo o calendário (20 de abril a 15 de junho) e R$ 56,7 bilhões (abril e maio), respectivamente.
AbrasMercado: cesta acumula alta de 8,31% no quadrimestre
Com a inflação em alta, fatores como o repasse dos custos de produção nas cadeias produtivas decorrentes do aumento de preço das commodities e o aumento do frete, puxado pelo preço do óleo diesel, seguem impactando os preços da cesta de alimentos.
O Abrasmercado – cesta composta por 35 produtos de largo consumo como alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza – registrou alta de 3,04% em abril e a média de preços da cesta nacional passou de R$ 736,34 em março para R$ 758,72 em abril. No quadrimestre, a alta é de 8,31% e no acumulado de 12 meses atinge 17,87%.
Itens básicos da cesta de alimentos acumulam expressiva alta no quadrimestre, como óleo de soja (+20,38%), leite longa vida (+22,35%), feijão (+19,71%), farinha de trigo (+15,45%), café torrado e moído (+13,22%), margarina (+6,54%), arroz (+2,32%) e açúcar (+1,39%).
Dentre as proteínas que compõem a cesta Abrasmercado, os cortes traseiro e dianteiro acumulam alta de 5,72% e 4,95%, respectivamente, no quadrimestre.
Produtos substitutos aos cortes bovinos, como frango e pernil registram recuo no período, com queda de -0,27% e -5,59%, nesta ordem. No entanto, ovos apresentam expressiva alta de 11,32% no período.
Na categoria de higiene e beleza, os produtos com maior variação nos preços foram: sabonete (+10,19%), creme dental (+4,51%), xampu (+4,43%) e papel higiênico (+4,14%). Na categoria limpeza as maiores variações foram puxadas por sabão em pó (+8,09%), detergente líquido para roupas (+4,21%), desinfetante (+3,19%), água sanitária (+2,66%).
Na análise regional do desempenho das cestas, a região Sudeste teve a maior variação no preço médio da cesta, alta de 3,59%, passando de R$ 722,14 em março para R$ 748,05 em abril. Em 12 meses, a região registra variação de 20,10%.
Em seguida, a região Sul registrou a segunda maior variação no preço da cesta, de 3,44%, e teve a cesta mais cara dentre todas as regiões, passando de R$ 814,48 em março para R$ 842,49 em abril. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 21,22%.
Nas demais regiões, as variações no acumulado dos 12 meses foram Nordeste (19,58%), Centro-Oeste (15,30%), Norte (13,57%).
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Redação Portal ABRAS
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